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Débora Alves

Sou Débora e tenho 29 anos. Fui diagnosticada em 2017, com 28 anos, com câncer de mama. Não há histórico na minha família então imagine a surpresa, além de nunca imaginar que isso poderia me acontecer por conta da minha idade.

Quando a ginecologista sentiu o nódulo no exame preventivo, ela disse que poderia ser o benigno, comum em mulheres jovens.

Quando fiz a ultrassom e fui na mastologista, pela imagem era o benigno e deveria repetir em 6 meses, mas por um sinal de Deus ela mandou eu fazer a biópsia. No dia 06/07/2017 eu tive o resultado e no dia seguinte minha médica confirmou: carcinoma invasivo. Ela ficou na dúvida se me operaria logo e me passou alguns exames, lembro que assim que saí do consultório eu orei e pedi a Deus “que tudo fosse rápido, exames, tudo que eu fizesse” e 1 semana depois eu já tinha os resultados dos exames que ela queria, a mesma ficou impressionada com a rapidez, pois eu ainda tinha a dor da biópsia já com os resultados de exames “pré-operatório”. E no dia 14/07, aniversário da minha mãe, que estava comigo na consulta, a médica me passou a quimioterapia. Vocês acreditam em Deus? Pois eu sim, nesse dia 14/07 eu lembrei de uma revelação que o pastor da minha igreja me deu num culto em novembro de 2016: “Deus está te livrando de um mal muito grande do seu lado esquerdo”, e eu gravei lado esquerdo pois eu estava sofrendo na época, com dor de ATM, no meu lado direito. Durante o dia todo questionei a Deus “como pode isso ser livramento? Eu vou fazer quimio…”, no mesmo dia, algumas pessoas estavam reunidas na minha casa, e minha mãe disse que “isso foi um livramento de Deus, pois eu descobri no início”, tava aí minha resposta.

Numa das idas à oncologista para mostrar alguns resultados de exames, contei à ela um episódio. Câncer não dói, mas o meu começou a doer a partir do momento que a ginecologista o detectou. Doía sempre quando ia ou já estava menstruada, doía só nele, muitas pontadas, uma dor forte. Uma noite em maio, eu acordei com muitas dores no tumor e me parecia que ele estava crescendo, era desesperador, então comecei a orar e no meio da oração, lembrei de um versículo da bíblia “Tudo que pedires em oração, crendo, o recebereis”, na mesma hora a dor passou e dormi. No dia seguinte, ele estava do mesmo tamanho que antes e não doía, contei para minha oncologista e ela achou estranho, “como pode um tumor crescer e diminuir?” e me explicou, que eu poderia ter dormido “em cima” dele, então poderia ter inchado e dado uma resposta inflamatória (algo assim), eu acredito que isso pode acontecer sim, mas por que nunca mais aconteceu?? O meu lado favorito de dormir, sempre foi o lado esquerdo (o lado que ele estava) e eu dormi todas as outras noite desse mesmo lado e isso NUNCA mais aconteceu…

Meu tratamento começou em agosto, no MDX, e iria durar 5 meses, então, no fim de dezembro eu acabaria. Eu não me via 5 meses triste, não conseguia me imaginar depressiva durante todo o tratamento.

A 1ª sessão não foi boa, por conta de ansiedade, não sabia o que esperar das reações, então passei mal e à toa. Mas eu não queria que isso se repetisse nas outras sessões.

Então para a 2ª sessão, eu comecei a orar e a pedir a Deus que fosse diferente, não só a sessão, mas todo o tratamento, que o nome dEle fosse exaltado através da minha vida. Eu fazia sempre às segundas de manhã, então, no domingo de noite, eu fui orar mais uma vez pela 2ª sessão, fui orar por cada detalhe, no meio da oração fui pedir pela enfermeira e tinha uma enfermeira que eu conhecia, então eu orei assim “se for aquela enfermeira…ah, a enfermeira Camila, que Tu abençoes ela”, só que 5 minutos depois, lembrei que o nome dela era Juliana e deixei pra lá.

Na segunda de manhã, primeiro, que eu estava numa paz e calma, totalmente diferente que na 1ª sessão. Chegamos lá, estávamos na cabine (eu e minha mãe), a enfermeira veio se apresentar: “oi Débora, bom dia. Eu sou a enfermeira que vai estar com você hoje, meu nome é Kamilla”, eu fiquei muito assustada, pois naquela época eu não conhecia nenhuma Camila e eu não a conhecia… quando ela voltou para a cabine, eu contei pra ela, disse que eu estava orando, queria lembrar de uma enfermeira e me veio o nome dela na cabeça, ela ficou meio assustada e disse: “ah, você queria pela que te atendeu na 1ª sessão” e eu disse que não, era uma outra, ela disse: “quer maior prova de que Deus tá no controle de tudo?”.

Durante todo meu tratamento, as pessoas não entendiam como eu estava tão bem, que eu tinha uma luz, minha pele tinha um brilho diferente…

Tínhamos um propósito de oração às 20h.

E eu não te disse, antes de começar o tratamento, eu estava passando por uma crise de ansiedade, de 4 meses, fora do comum, a ponto de questionar tudo, eu estava um caco, e no ano de 2016 tinha passado por uma depressão. Mas na quimioterapia, eu era uma pessoa completamente diferente, eu não me via e não permiti que a tristeza, a depressão, a doença me vencesse. Eu dei um passo de fé quando tudo começou, e depois comecei a ver as coisas maravilhosas acontecendo comigo e através de mim, o que fiz foi acreditar que toda essa maravilha aconteceria e depois eu vi, eu cri para ver.

Antes da quimio, eu fazia tratamento com psicanalista e durante a quimio, a fase mais difícil da minha vida, eu não senti necessidade alguma de ir na minha psicanalista e na psicóloga que o COI disponibiliza, pois eu sentia Deus me dando forças, fui só 2x acredito eu.

Quem me conheceu naquela época, não dizia que eu estava passando pelo o que estava passando.

Durante o tratamento, eu comecei a compartilhar minha história nas minhas redes sociais e gravei alguns vídeos motivacionais, que acredito que sejam úteis para quem vai passar e está passando por isso. https://youtu.be/1g00Gwba5Bw

Meu tratamento foi um pouco diferente do comum e ainda sim minha saúde ficou ótima. Minha 1ª etapa foi de 14 em 14 dias, não de 21 em 21 e a 2ª etapa da medicação, foi 1x na semana, até o fim do ano. Segui todas as recomendações da enfermagem e da nutricionista, me resguardei bem, me alimentava super bem e isso foi o diferencial para eu não ter nenhuma intercorrência e não parar meu tratamento. As únicas reações que tive da quimio foram a queda de cabelo (só começou a cair pra valer, depois da 4ª sessão), muita indisposição, um pouco de alteração no paladar e do intestino.

Minha quimio acabou no dia 27/12/2017, acontece que no dia tiveram situações que quase não acabo em 2017 e sim em 2018, mas acabou e essa 1ª etapa ficou em 2017.

No dia 01/02/2018 fiz a cirurgia conservadora de mama e só 1 mês depois, tive resultado da biópsia: a margem de segurança retirada do seio estava ótima e o linfonodo sentinela, não acusou metástase, o que já era visto nos exames, mas tem que se tirar para fazer o teste.

No dia 23/03/2018 comecei a radioterapia, tive que fazer por precaução, uma forma de esterilizar o local. Fiz 25 sessões e acabei no dia 26/04/2017.

Na semana da última sessão da rádio, lembrei que foi em abril que minha ginecologista sentiu meu nódulo, então fui ver a data certa e acontece que foi no dia 27/04/2017.

Tudo são ciclos, não levou 1 ano para eu sentir o nódulo, ser diagnosticada, fazer todo o tratamento e acabar, foram só 364 dias. No dia que completou 1 ano, já entrei num novo ciclo, um “feliz ano novo” pra mim!

Quem quiser conversar, compartilhar experiências, sinta-se aberta para falar comigo. Sinta-se aberta para ver meus vídeos dando força, gravados enquanto fazia quimio.

Acredite que tudo vá dar certo! Medo e ansiedade não te levam a lugar nenhum, a única pessoa que fica mal é você.

Minha ansiedade foi curada enquanto eu fazia quimio, minha depressão, minhas frustrações, tudo isso se foi.

São nos momentos mais difíceis que nós mostramos nosso verdadeiro eu e eu pude ouvir isso da médica da Radioterapia, que me parabenizou por eu sempre me mostrar uma pessoa forte, alegre, com sabedoria e fé!

Agora só acompanhar com a médica e ter uma vida maravilhosa pela frente!

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