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Orlando F. Lemos Jr.

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O tempo passou.  Depois de 75 anos de uma vida saudável, sem fumar, sem consumir álcool ou drogas, mais de quatro décadas de trabalho e pesquisa em laboratórios e mais de 30 anos de monitoração cardiológica e urológica, veio o ataque do inimigo: o câncer na próstata. Silencioso, agressivo e perturbador.  A constatação do PSA elevado, da ultrassonografia, do exame de toque e biopsia positiva e da tomografia de corpo inteiro. A primeira trégua: não havia metástase.

Recebi orientações seguras do urologista, do oncologista e da radioterapeuta. Meu primeiro contato com o COI foi com o tratamento via IMRT, sendo que a primeira das 39 sessões de radioterapia foi reconfortante, realizada com uma máquina moderna, denominada TrueBeam, em um ambiente acolhedor. Imaginem a cena: estava deitado à uma sombra bela e agradável de uma flor de cerejeira, faltando apenas um fundo musical tocando New Age para que, nos quase 2 minutos de cada sessão neste ambiente, fosse possível dormir e sonhar.

O acolhimento gentil aconteceu desde a portaria, passando pela recepção, indo até as enfermeiras, técnicos do acelerador, físicos e médicos.  O paciente se sente, a cada sessão, mais participante do tratamento humano e individualizado. Após duas semanas, não me sentia mais como paciente, e sim como participante daquele grupo amigável, junto com os demais pacientes que encontrávamos diariamente, por cerca de dois meses. Uns estavam iniciando o tratamento, enquanto outros estavam recebendo alta. Além disso, sempre tive o apoio dos familiares e de alguns amigos mais próximos.

Sei que sou um paciente diferenciado. Em minha profissão de físico, trabalhei décadas com aceleradores, produzindo radioisótopos de vida curta para fins médicos, portanto, sei bem das surpresas que tais máquinas podem nos dar durante sua complexa operação diária. Mas sei também que suas doses de radiação são precisas e que os programas de computador e modelagem eram altamente eficientes.

Então, tive a segunda trégua. Concluídas as 39 sessões da IMRT, veio o laudo favorável da radioterapeuta e do oncologista. Os exames de laboratório para monitoração mostraram reduções significativas nos níveis de PSA e testosterona.  Agora, a manutenção do monitoramento é essencial para a vitória final. E ela está cada vez mais próxima. Seremos vencedores, tanto eu quanto os médicos, familiares, amigos e todos do Americas Oncologia que lutaram ao meu lado desde o início.

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