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Outubro Rosa: experiências compartilhadas

Suspeita, exames, diagnóstico: câncer de mama… O baque da notícia costuma ser gigante, despertando sentimentos como incerteza, ansiedade, tristeza e medo. Mas se munir de informação e conhecer a trajetória de outras mulheres ajuda na compreensão de que as chances de cura são grandes e não é preciso pausar a vida durante o tratamento. É por isso que o hospital Paulistano promoveu um evento para quem está em plena batalha contra a doença. São dados animadores, apresentados por especialistas em oncologia, e depoimentos cheios de coragem, para provar que é possível tomar as rédeas da situação. Vale a pena conhecer. Veja os destaques do encontro:

A protagonista é a paciente
O Dr. Raphael Brandão, Chief Oncology Americas, introduziu a conversa com uma reflexão importante: no passado, a medicina era centralizada no médico. Hoje, a ciência já provou que a paciente é a principal agente da própria recuperação, ou seja, ela está no centro do tratamento. Ter essa consciência e buscar apoio de uma equipe multidisciplinar—com médicos, nutricionistas, coach oncológico e psico-oncologista, entre outros profissionais—faz toda a diferença no bem-estar, na adesão às terapias e, consequentemente, nos resultados.

Estatísticas a seu favor
O primeiro passo para encarar o tratamento com otimismo é que as chances de recuperação são gigantescas, desde que o tumor seja detectado em seus estágios iniciais, quando ele ainda é menor do que 2,5 centímetros. “Nessa fase, a probabilidade de vencer a doença é de, aproximadamente, 98%”, tranquiliza o Dr. Guilherme Novita, mastologista do Paulistano. E dá para identificar o nódulo muito antes disso. “A mamografia anual, a partir dos 40 anos, acusa lesões muito pequenas, de poucos milímetros, o que permite iniciar o tratamento precocemente”, continua o médico. Ou seja, desde que você se cuide direitinho, a tendência é que tudo acabe bem. Para se ter uma ideia, nos dias atuais, infarto e AVC são causas de morte feminina mais frequentes do que o câncer de mama.
Outra afirmação comum entre as pacientes e que precisa ser desmistificada: “Eu causei esse câncer”. Isso não é verdade. Tristeza não desencadeia o problema. Cerca de 20% dos episódios têm origem genética e os 80% restantes são esporádicos, ou seja, acontecem por conta de uma série de fatores a que a pessoa fica exposta ao longo da vida.

O apoio salva vidas
Existem evidências científicas: poder contar com uma equipe multiprofissional sempre à disposição diminui a mortalidade. Isso inclui médicos, enfermeiros, psicólogos e todo o time envolvido no tratamento do paciente. “O controle e a prevenção de eventuais efeitos adversos do tratamento, bem como a manutenção da qualidade de vida, são fundamentais para um desfecho positivo. Por isso, não hesite em acionar os especialistas que fazem seu acompanhamento”, aconselha Cibele Diorio, supervisora de enfermagem do Paulistano.

Mente equilibrada
Mudanças na rotina, queda de cabelo, efeitos colaterais, incerteza sobre o que esperar do tratamento. Não é preciso lidar com tudo isso sozinha. Existem profissionais dedicados, especificamente, aos aspectos psicológicos e comportamentais do câncer de mama. “A psicoterapia, assim como a troca de experiências entre as pacientes, permite naturalizar esses sentimentos, perceber que eles são normais e esperados. Além disso, ajuda a mulher a encontrar seus próprios recursos de enfrentamento”, conta a psicóloga Danielle Lopes. Pioneiro no país, o hospital Paulistano também oferece o serviço de coaching oncológico. “São cinco sessões em que ajudamos a paciente a ter clareza de suas novas metas, além de traçar caminhos para alcançá-las, considerando as reflexões que a doença desperta e as novas prioridades que costumam surgir nesse período”, explica o coach oncológico Ricardo Costa.(veja matéria completa sobre o assunto)

Você não está sozinha
Recebeu o diagnóstico e ficou sem chão? Conhecer vivências semelhantes, de outras mulheres, ajuda a entender o que esperar do tratamento e como passar por essa fase de forma mais tranquila. Vale a pena:

“Eu tinha um cabelo comprido, azul, que eu amava. Mas aprendi a usar lenços, pesquisava na internet formas diferentes de amarrar. Nunca deixei de investir na minha autoestima. Tenha fé. Com fé, você vai ter força e, a partir da força, vai encontrar alegria e passar por esse momento” (Paloma, diagnosticada com câncer de mama aos 25 anos).

“Perdi minha mãe em 2016. No ano seguinte, fiz o autoexame e senti um carocinho na mama direita. Eu fazia regularmente a mamografia e os resultados eram sempre normais. Tentei fugir, não queria aceitar. Perdi meu chão, mas minha família foi meu apoio. Optei por não raspar a cabeça e vi cada fio do meu cabelo cair. Mas percebi que tenho de focar no meu tratamento, lutar e ser feliz. Um dia de cada vez”. (Ana Paula Marchezini
, 40 anos, em tratamento contra o câncer de mama).

“Fui diagnosticada com 31 anos e achei que ia morrer dessa doença, que ia deixar meu marido, minha cachorra, meus familiares. Chorei muito, muito mesmo. Mas, quando comecei o tratamento, sabia que seria curada, não tive mais esses pensamentos. Fiz quimioterapia, radioterapia, um ano de tratamento. Passou muito rápido e eu nem acredito que acabou. Sinto que me tornei uma pessoa melhor. Eu era estressada, ficava nervosa com pequenas coisas, agora, vivo tranquila, sempre com alto astral”. (Rokeli do Amarante de Oliveira , 33 anos, diagnosticada no ano passado).

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