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Por que vacinar meninos contra o HPV?

24/01/2017

COI_HPV_Meninos

O HPV (do inglês, human papillomavirus) consiste em um grupo de vírus, com mais de 100 tipos, sendo que alguns, transmitidos sexualmente e considerados de alto risco, podem provocar o aparecimento de câncer. Dentre esses tipos de alto risco, transmitidos sexualmente, dois (o HPV 16 e o HPV 18) são responsáveis pela maioria dos cânceres relacionados ao HPV. A maior parte das infecções por vírus de alto risco não acarretam sintomas e desaparecem em um a dois anos sem tratamento. Algumas infecções com vírus de alto risco podem persistir por vários anos e causar lesões que, se não tratadas, podem provocar câncer.

Os cânceres mais frequentemente relacionados com infecção persistente por vírus HPV de alto risco são: câncer do colo do útero, câncer do ânus e câncer da boca e orofaringe (base da língua, palato mole e amígdalas). Qualquer pessoa que foi ou é sexualmente ativa (contato sexual genital, anal ou oral) pode ser infectada pelo HPV. Como a prevalência do vírus é alta, mesmo indivíduos com poucos ou com um único contato sexual podem ser contaminados pelo vírus.

A vacinação contra alguns tipos de HPV diminuem o risco de infecção, porém a vacina não é efetiva para tratar infecções ou doenças causadas pelo HPV. A vacinação, em serviços públicos de saúde, de meninas entre 9 a 13 anos já ocorre no Brasil desde 2014. A partir de janeiro de 2017, meninos entre 12 a 13 anos também poderão ser vacinados.

Por que vacinar os meninos? Primeiro, porque os cânceres relacionados ao HPV em homens (ânus, boca e orofaringe e pênis) não são passíveis de rastreamento como é o câncer do colo do útero e, por este motivo, são frequentemente encontrados em estágios mais avançados. Segundo, porque em países onde a cobertura vacinal em meninas é menor que 50% (caso do Brasil), vacinar meninos aumenta a cobertura vacinal e diminui a prevalência de HPV. O problema é que alguns estudos apontam que vacinar meninos, embora reduza os cânceres relacionados ao HPV em homens e mulheres, é menos efetivo do que aumentar a cobertura vacinal de meninas, pelo menos na população heterossexual.

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