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Prevenção

Americas Oncologia- Prevenção

O câncer, após a doença cardiovascular, é a enfermidade que mais causa morte no mundo. Em 2005, o número de mortes por câncer foi superior a sete milhões, sendo que três quartos dos óbitos ocorreram nos países em desenvolvimento. Para 2015, a expectativa é que cerca de nove milhões de pessoas morram de câncer no mundo e, em 2030, que este número atinja 11,5 milhões de pessoas.

Até 40% das mortes por câncer podem ser evitadas pela redução do uso do tabaco; alimentação saudável; estimulação da atividade física regular; diminuição do consumo exagerado de álcool; controle de alguns vírus relacionados ao câncer (como o vírus da hepatite B e C, e o papiloma vírus humano – HPV); eliminação dos agentes carcinogênicos nos ambientes de trabalho e diminuição da poluição atmosférica.

Sabe-se que o câncer é uma doença em que fatores internos (herança genética) interagem com externos (ambientais) para desencadear o processo de carcinogênese, que pode transformar uma célula normal em uma célula neoplásica em meses, anos ou décadas.

O conhecimento dos fatores de risco para o câncer, do processo de carcinogênese e das estratégias de prevenção e detecção precoce, podem evitar o aparecimento de centenas de milhares de novos casos e diminuir consideravelmente a quantidade de mortes por câncer. A partir da segunda metade do século XX, em diversos estudos foram demonstradas correlações entre as centenas de fatores de risco e a ocorrência dos diversos tipos de cânceres. Neste período, também foram desenvolvidos estudos sobre as intervenções que podem evitar o aparecimento da doença, bem como detectá-la precocemente e, com isso, aumentar as chances de sobrevida e de cura.

Este conhecimento, apesar de amplamente disponível, ainda é pouco utilizado para a elaboração de políticas públicas, programas, projetos e ações de controle do câncer. As ações de prevenção são as únicas que podem ter impacto na diminuição tanto da incidência como da mortalidade. Entretanto, as ações de prevenção correspondem a uma parcela mínima dos orçamentos públicos e privados responsáveis pela saúde de milhares de indivíduos.

Nos últimos 20 a 30 anos, os custos com o tratamento do câncer aumentaram de forma exponencial, e não se refletiram em um aumento significativo da sobrevida nem na diminuição da mortalidade. Apesar dos altos custos associados com as ações de prevenção e detecção precoce, os resultados são evidentes tanto em termos sociais (diminuição dos casos de câncer, da morbidade e da mortalidade) como econômicos (diminuição dos gastos diretos com o tratamento e indiretos com a mortalidade e a morbidade).

Os fatores ambientais (externos) são responsáveis por cerca de 90% a 95% dos casos novos. Dos fatores ambientais que contribuem para o aparecimento do câncer e a morte relacionada a ele, podemos destacar o consumo de tabaco e álcool; o consumo inapropriado de frutas e vegetais; o excesso de peso; a inatividade física, e a infecção por vírus oncogênicos.

No mundo, 30% das mortes por câncer são devidas ao consumo de tabaco, 5% ao consumo de álcool, e pouco menos de 5% por outras causas. A poluição ambiental e a exposição ocupacional aos agentes carcinogênicos estão relacionadas a aproximadamente 200 mil mortes por câncer ao ano.

No Brasil, a distribuição dos fatores de risco para o câncer pode ser obtida através de inquéritos populacionais ou estudos epidemiológicos. Desde 2006, o Ministério da Saúde apresenta as estimativas de frequência e de distribuição dos fatores de risco e proteção para as doenças crônicas em todas as capitais e no Distrito Federal. Estes dados, obtidos por inquérito telefônico (Vigitel), são de fundamental importância para o acompanhamento dos fatores de risco para o câncer.

A utilização dessas informações, bem como de dados de estudos e inquéritos em diferentes grupamentos populacionais, possibilita a proposição de políticas públicas para o controle dos diferentes fatores de risco e também para a avaliação do grau de resposta aos programas e ações de saúde pública.

No país, além do interesse e da divulgação destas informações pelas instituições governamentais, a Saúde Suplementar, por meio da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), busca estimular os responsáveis pelas operadoras de saúde a repensarem a organização dos sistemas de saúde, com a incorporação de ações de promoção da qualidade de vida e prevenção de riscos e doenças.

Pelo exposto, fica evidente que as ações de prevenção são necessárias, eficazes e relevantes para o controle do câncer no Brasil e em todo o mundo.

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