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Simpósio NOG: Proctologistas, oncologistas e cirurgiões reforçam a importância de novas tecnologias de imagem, que ajudariam a determinar as indicações reais para cirurgia de tumores gastrointestinais

Segundo especialistas, imagens ajudariam, ainda, a evitar cerca de 20% das cirurgias para ressecamento de câncer colorretal, que seriam indicadas desnecessariamente, além de diagnosticar precocemente estes tipos de tumores, que costumam ser agressivos e identificados em estágios avançados

Apesar do tratamento não-cirúrgico começar a ser considerado para diversos pacientes com câncer colorretal, a falta de pesquisas mais conclusivas e de inovações tecnológicas em termos de exames de imagens para estes pacientes fazem com que a cirurgia continue sendo o tratamento padrão para este tipo de câncer, é o que concluem especialistas no II Simpósio Anual do Núcleo de Oncologia Gastrointestinal (NOG) do Americas Oncologia, promovido pelo Instituto COI, no Rio de Janeiro.

O tema foi abordado pelos médicos José Guilhem, cirurgião colorretal norte-americano, que se colocou a favor da cirurgia após resposta completa à quimioterapia e radioterapia no câncer do reto; e Ronaldo Salles, proctologista, que, apesar de defender uma postura contra a cirurgia nestes casos, apresentou a mesma conclusão encontrada pelo Dr. Guilhem, de que a cirurgia continua sendo o procedimento padrão.

Mais de 300 profissionais da saúde, entre médicos, enfermeiros, radioterapeutas e outras especialidades, se inscreveram para o evento, que aconteceu no Hotel Windsor Barra, nos dias 22 e 23 de agosto, e reuniu cerca de 30 palestrantes nacionais e internacionais. Foram 20 aulas, divididas em sete módulos, que contemplaram discussões a respeito dos tumores no pâncreas; cólon e reto; esôfago e estômago; GIST e neuroendócrino; hipertermoquimioterapia intraperitoneal; imagem; e casos clínicos.

Ainda no primeiro dia de evento, a oncologista do Americas Oncologia, Dra. Ana Paula Victorino, liderou uma aula sobre o tratamento dos tumores pancreáticos localmente avançados. A oncologista lamentou dados importante sobre este tipo de câncer. “Eu diria que 50% dos pacientes que recebemos já estão metastáticos. Apenas 10%, ou ainda menos, estão com a doença localizada. Estes dados têm uma implicação direta na sobrevida dos pacientes”, comenta.

Ao orientar os demais médicos sobre qual direcionamento tomar ao receberem um paciente com a doença localmente avançada sem indicação para cirurgia, explicou que não há um manejo padrão, mas algumas possibilidades. “O ideal é incluir este paciente num estudo clínico que poderá ajudar na avaliação do melhor manejo e, a partir daí, desenvolver um guideline ideal”, conclui a médica.

Dra. Ana Paula Victorino apresentou, ainda, estudos recentes sobre a combinação de medicamentos quimioterápicos que têm apresentado bons resultados. Em um dos estudos, 1/3 dos pacientes inicialmente ditos não ressecáveis, ou seja, sem indicação para cirurgia, se transformaram em pacientes ressecáveis após a etapa inicial. Por isso, ela defende que é importantíssima uma segunda avaliação do médico.

Na sexta-feira, os especialistas presentes no simpósio tiveram a chance, ainda, de assistir uma aula do cirurgião oncológico Rafael Albagli, sobre cirurgia nos tumores borderline de pâncreas; do radiologista Henrique Salas, sobre o papel da radiologia intervencionista nos tumores de vias biliares e do fígado; do Dr. José Guilhem, sobre como a cirurgia robótica está evoluindo e melhorando os resultados em pacientes; e um caso clínico apresentado pelo Dr. Rodrigo Otávio de Castro Araújo, que apresentou um caso clínico para discussão.

Reforçando o que já havia sido consenso no primeiro dia de evento, a endoscopista Maria Aparecida Ferreira abriu o ciclo de palestras de sábado lamentando a dificuldade em diagnosticar tumores gastroesofágicos em estágios iniciais. “Se, para diagnosticar o câncer nos baseamos em sintomas, continuaremos identificando-o em estágios avançados. Para diagnosticarmos precocemente é preciso nos basearmos em fatores de risco”, garantiu a médica, que apresentou uma aula sobre a endoscopia digestiva alta nos tumores gastroesofágicos na abertura do módulo III, sobre Esôfago e Estômago.

Em seguida, o cirurgião oncológico Eduardo Pinto defendeu o papel da cirurgia após o tratamento com quimioterapia e radioterapia nos tumores localmente avançados de esôfago. E o Dr. Fernando Meton, diretor médico do Americas Oncologia e membro do NOG, apresentou uma aula sobre o estado da arte no tratamento do câncer gastroesofágico.

“O Câncer Gástrico é responsável pela segunda causa mais comum de óbito ligado ao câncer. Mesmo pacientes em estágio inicial têm uma sobrevida pequena, de aproximadamente três anos. Estamos com alguns estudos acontecendo neste momento, e avaliando diversos outros que já foram realizados, a fim de buscar um melhor desfecho para estes pacientes, tanto em termos de qualidade, quanto em termos de sobrevida”, comenta o diretor médico, que é também presidente da SBOC-RJ ( Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, regional Rio de Janeiro).

Na última etapa do segundo e último dia de evento, o cirurgião oncológico Eduardo Linhares abriu o ciclo de palestras do módulo IV, falando sobre a abordagem cirúrgica dos tumores estromais e neuroendócrinos. Em seguida, o oncologista Bruno Vilhena apresentou uma aula sobre GIST – Estado da arte, e revisou a terapia sistêmica dos tumores neuroendócrinos. Em aula única do 5o módulo, o Dr. Odilon de Souza Filho, cirurgião oncológico, apresentou informações importantes sobre hipertermoquimioterapia intraperitoneal. E, em seguida, foram debatidos casos clínicos com a presença de diversos especialistas convidados.

“Como representante do NOG, posso dizer que me sinto muito orgulhoso e satisfeito por estes dois dias de aulas, onde conseguimos reunir alguns dos melhores especialistas em tumores gastrointestinais do País, e contamos ainda com a presença de um importante cirurgião norte-americano, Dr. José Guilhem. Não existe excelência médica sem atualização. Por isso é tão importante o trabalho de Educação desenvolvido pelo Instituto COI”, finaliza o oncologista Alexandre Palladino.

Radioterapia no tratamento do câncer colorretal

A radio oncologista do Americas Oncologia, Elisa Campana, ao lado do Dr. Fernando Freire de Arruda, do Hospital Sírio Libanês, coordenaram o Simpósio Satélite da fabricante Varian, no qual abordaram os principais avanços na radioterapia de canal anal. O Americas Oncologia e o Sírio Libanês possuem os mais modernos equipamentos de radioterapia do Brasil e seus profissionais possuem excelência no manejamento destas máquinas.

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