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Alexandre Rinaldi

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Olá, eu sou Alexandre Rinaldi. No dia 27 de setembro de 2012, fui diagnosticado, através de um exame de imagem, com um câncer colo-retal. Naquele mesmo dia em que recebi a notícia, enfrentei aquilo como se fosse qualquer outro tipo de diagnóstico, como se fosse uma gripe, uma catapora, uma doença como outra qualquer a ser tratada e encarada. Porque a atitude, nesse momento, é muito importante. A pessoa pode se debilitar por uma gripe e vir a ter consequências terríveis. Então, não importava que fosse um diagnóstico de câncer, eu encarei como um diagnóstico a ser enfrentado positivamente.

Nesse mesmo dia, procurei, junto com meu filho, um médico naquela área e estive com o Dr. Eleodoro Almeida, que me disse ser indicado o procedimento cirúrgico e me solicitou exames de imagem mais completos. Ao fazer esses exames, fui diagnosticado, no dia 1º de outubro, com metástase nos pulmões, e, da mesma forma, encarei numa boa. No dia 2, fiz um exame mais complexo e tive a notícia de que, com relação ao intestino, era uma questão cirúrgica e que depois deveria ser tratado com quimioterapia. Para tanto, o Dr. Eleodoro Almeida me indicou a Dra. Monica Schaum, do Americas Oncologia.

Nesse meio tempo, houve uma intercorrência de semioclusão. No dia 5 de outubro de 2012, fui internado, operei o intestino, e o Dr. Paulo Cesar Fructuoso, o médico que realizou a cirurgia, avistou um nódulo no fígado e o ressecou. A partir daí, uns 25 a 30 dias depois, fiz o implante do cateter, iniciando imediatamente a quimioterapia. Foram 16 sessões daquele ciclo. Agora eu estou sendo assistido por um tratamento de ponta, isto é, faço parte do estudo de pesquisa do Instituto COI. Isso me dá muita satisfação.

Hoje quem está cuidando de mim aqui no Instituto COI é o Dr. Fernando Meton. E isso é muito interessante porque é um medicamento de vanguarda. Sabemos que não é uma promessa, mas é um fármaco mais avançado, com o qual o paciente poderá contar. É o que está acontecendo agora; acabei de pegar meu exame de CEA (antígeno carcinoembrionário), e o valor apresentado é de 3.2, o que é ideal. Os exames de imagem dizem que a doença está controlada, e, em um quadro geral, estou me sentindo bem.

No que tange ao estudo, devo dizer que ele é muito importante, já que proporciona oportunidade de eu ter acesso a medicamento de ponta; além de me beneficiar, esse deverá ajudar outras pessoas que eu não vou conhecer nunca, mas que vão ter acesso a essa medicação quando ela estiver homologada e disponível na rede pública, bem como por meio dos planos de saúde.

Então, hoje, eu sou beneficiado pelo projeto da Sanofi, em parceria com o Instituto COI. Estou feliz, enfrentando a doença de frente, sempre com positividade, com fé na vida, fé no homem, fé no que virá, como dizia Gonzaguinha, e tocando o barco. Só choro de alegria e neste momento estou emocionado porque estou bem. Já fiz 22 aplicações desse ciclo do estudo e estou indo para minha 23ª dose. Estou tocando a vida dentro das possibilidades, vivendo, sendo feliz.

Se hoje você me perguntar como eu estou, eu diria: feliz sempre. Chego cumprimentando todo mundo, sorrindo, sendo pai, dando amor aos meus filhos. Eles sempre muito preocupados comigo, incluindo o meu pai, já com 88 anos; ele sofre muito, mas eu passo para ele que está tudo ótimo. E a cada dia eu me sinto melhor, tanto em relação à saúde quanto como pessoa; eu nunca estive tão bem na minha vida.

Não imaginei que eu ia ter essa força para encarar tudo isso. E, narrando todo o acontecido, muitas pessoas dizem que está sendo um exemplo de superação. Eu gostaria de ter sido esse Alexandre há mais tempo. Estou muito feliz comigo mesmo e com a forma com que eu estou lidando com essa situação. Dizer que é fácil, não, não é fácil, tem seus altos e baixos, mas continuo seguindo em frente.

Tive muito suporte aqui no Instituto COI, ou seja, do psicólogo oncológico, que me ajudou muito; da nutricionista oncológica, que também me foi muito útil para alterar a alimentação, a fim de se tornar adequada à quimioterapia. Quero ressaltar o tratamento dispensado pela equipe maravilhosa do COI, que, quando você chega, você é tratado pelo nome, todo mundo sorrindo, e o ambiente é muito bom.

Eu venho para cada tratamento sempre de bem com a vida. Se hoje eu posso dizer alguma coisa é que eu estou de bem com a vida. Quero desejar força a todos que um dia tenham que enfrentar esse diagnóstico. Não esmoreçam, não se abatam. É uma situação a ser encarada positivamente, buscando se superar a cada dia e sempre com alegria e vontade de viver.

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