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Janicele Oliveira

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Meu nome é Janicele, tenho 32 anos e estou em tratamento contra o câncer de mama. Minha história começa em novembro de 2013, com uma consulta rotineira ao ginecologista. Fiz o preventivo como de costume e mostrei à médica um pequeno carocinho na mama esquerda. Como eu estava com 31 anos, não tinha nenhum histórico de câncer na família e havia amamentado durante 2 anos e meio, ela afirmou que não era para eu me preocupar e que um exame de imagem não era necessário, já que eu não fazia parte do ”grupo de risco”.

Então, vida que segue… Continuei minha vida. Marquei meu casamento no civil para julho/14, e o religioso, para junho/15, já que estava focada em concluir a tão sonhada graduação de engenharia civil. Casei no civil como programado e cheguei ao último período da faculdade. Exatamente duas semanas após meu casamento, senti que o carocinho estava bem maior e que doía. Em agosto/14, marquei uma consulta com a mastologista, que inicialmente ficou bastante preocupado e me solicitou exames de imagens. Realizei imediatamente os exames de ultrassonografia mamária, mamografia e biopsia da mama e axila.

No dia 6 de setembro/14 (dia do aniversário da minha mãe), foi confirmado positivo para câncer na mama e que já media 7 cm de comprimento na axila. Minha primeira pergunta foi… Vou ficar careca? E a resposta… todos já sabem.

Chorei muito nesse dia. Achei que não conseguiria concluir meu curso e acabei adiando meu casamento no religioso para janeiro/15 (não queria entrar na igreja careca). Teve uma suspeita de câncer na mama direita, mas graças a Deus deu negativo para malignidade. Fiz todos os exames possíveis para ter certeza de que só tinha câncer na mama esquerda.

Em novembro, começaram as sessões de quimioterapia. Exatamente 15 dias após a primeira sessão, meus cabelos começaram a cair. Me preparei comprando vários lindos lenços, cortei meu cabelo bem curtinho e logo em seguida passei máquina zero. Estava com muita dificuldade na faculdade, pois ficava bem enjoada por uma semana. Perdia muitas aula e provas. Trabalhava três semanas e ficava uma em casa, me recuperando da quimio vermelha.

Assim que fiquei carequinha, fiz curso de automaquiagem e aprendi a fazer várias amarrações com os lenços. Comprei vários bonés e alguns chapéus. Sempre me achando bela. Minha autoestima estava lá no alto. Sempre que possível, estava no trabalho, na faculdade e em reuniões com família e amigos. Eu sempre repetia e ainda repito a seguinte frase: “O CÂNCER INVADIU A MINHA MAMA, MAS NÃO VAI INVADIR A MINHA VIDA”, e eu continuei e continuo fazendo muito mais do que quando não tinha câncer.

Em meio às dificuldades, em dezembro concluí a faculdade e junto com ela, as quimioterapias vermelhas. Dia 2 de janeiro/15, iniciei às quimioterapias brancas, às quais, por sinal, reagi muito bem. Entrei na academia e comecei a fazer musculação, boxe e treinamento funcional na praia, o que eu não fazia havia anos e que me deixa cheia de disposição.

Consigo trabalhar todos os dias e amo muito meu trabalho. Um mês após o término da quimioterapia vermelha, já não usava mais lenço, nem nada para cobrir a carequinha, já que estava com muito cabelo. Dia 21 março/15 foi minha colação de grau, e hoje, dia 27 de março/15, minha última quimioterapia.

Minha cirurgia já tem data prevista para final de abril/15, e, como o tumor era muito grande (era porque neste exato momento, ele não é nem mais palpável, coisa de Deus mesmo), será realizada a mastectomia total.

Graças a Deus, ao meu amado marido, que esteve comigo em todas as sessões de quimioterapia, a minha linda família, ao meu filhote, que já é um homenzinho com 10 anos, e aos meus médicos anjos, Dr. Alexandre Boukai e a mastologista Dra Liane Manaus, do Americas Oncologia, estou bem confiante e tranquila de que tudo sairá da melhor maneira possível e estarei livre deste câncer para o resto da minha vida.

Todo diagnóstico de câncer tem seu lado muito ruim e triste, mas, sinceramente, eu só foquei no lado bom de tudo isso (é isso mesmo, existe o lado bom). Pude ver as pessoas que me amam de verdade, passei a olhar mais para mim, a estar mais próxima das pessoas que eu amo e que me amam também. Pude conhecer pessoas lindas e maravilhosas, e meu cabelo está crescendo muito bonito…

Câncer de mama tem cura, e eu já me sinto curada!

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