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Luiz Gonzaga

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SUPERAÇÃO
Sou idoso; apesar disso, mantinha até o ano passado – 2012 – muitos projetos de vida. Porém, num repente, após um rotineiro exame de sangue, foram constatados, por colonoscopia e biópsia, quatro tumores malignos – carcinomas – de diferentes e elevados graus. Pela confirmação, todos os meus projetos caíram por terra, pois imaginei que minha vida estava praticamente em seu final.
O estado depressivo era frequente, já que a todo o momento um mau pensamento assomava minha mente, e, por esse estado de espírito, minha vida perdeu seus naturais encantos. Tudo o que era prazeroso passou a não ter nenhum sabor, chegando a extremos de depressão. Um horror esse estado!
Após alguns erros de encaminhamento, tive a ventura de comparecer ao COI.
Na seção de triagem, no térreo, já comecei bem o tratamento a que iria me submeter, porque o atendimento de todas as funcionárias, sem exceção, deu-me a primeira injeção de ânimo, tais a gentileza e atenção com que fui atendido. Encaminhado para o 1º andar, setor de marcação de consulta, repetiu-se, por parte das atendentes, a mesma rotina de delicadeza e interesse em bem servir ao cliente que chega ao balcão. Nova dose de ânimo apossou-se de mim.
Para a consulta, fui encaminhado ao médico clínico oncologista Dr. Fábio Peixoto, que, após os exames de rotina e prescrição de injeção anti-hormonal, me encaminhou para ser atendido pelo Dr. Guilherme Gondin, especialista em radioterapia, o qual prescreveu o número de aplicações de radioterapia necessárias para o combate aos tumores. Esses dois médicos me cumularam de tanto carinho que eu os elegi como meus filhos adotivos; hoje, são fraternos amigos. No 2º andar, os técnicos que aplicaram a injeção anti-hormônio deram prosseguimento às gentilezas que estava recebendo.
No setor de radioterapia, no subsolo, afirmo que, ao chegar ali e constatados a atenção, o carinho e o interesse em bem servir de todos os funcionários ali lotados, atendentes e técnicos, tiveram início efetivamente a cura ou a minimização de minha grave doença. A esperança de cura se multiplicou!
Para aguardar o momento de meu tratamento, fiquei na sala de espera, repleto de pacientes, e, para minha grande surpresa, constatei o clima de otimismo que havia entre eles. Todos confiantes no sucesso do tratamento, não havendo em nenhum deles nenhuma demonstração de estado depressivo. Fiquei surpreso com a enorme confiança demonstrada por todos, sem exceção. Um ambiente fraterno, amigo, incentivador e sobretudo alegre, no qual, praticamente, nas conversas eram abordados assuntos diversos, e a causa principal de nossa presença naquela sala, o câncer, do qual éramos portadores, ficava em segundo plano, apenas com ligeiras abordagens, mais explicativas do que lamurientas a respeito do caso de cada um. O estímulo mútuo entre os interlocutores era a tônica, embora soubéssemos das condições graves de muitos pacientes.
Como exemplo, sem citar nomes, um paciente em seu primeiro dia de tratamento, ao ser colocado na maca para ser feita a radiação, entrou em depressão e negou-se a fazer o tratamento, retirando-se da sala. Os demais pacientes que aguardavam sua vez, ao saberem do fato, de forma unânime, sem ter havido nenhuma combinação prévia, iniciaram um processo de estímulo ao referido paciente, incentivando-o a iniciar a radioterapia. Naquele dia, ele voltou para casa sem se tratar.
No dia seguinte e, certamente, pelos incentivos recebidos no dia anterior, submeteu-se à primeira sessão de radioterapia. Ao chegar de volta à sala de espera, recebeu uma salva de palmas dos demais pacientes e, superando aquele trauma do primeiro dia, prosseguiu com o tratamento, finalizando-o.
Quanto a mim, o ambiente que encontrei no COI foi o melhor incentivo para fazer de forma tranquila o meu tratamento. Eu fazia questão de chegar com bastante antecedência ao COI, só para ter o prazer de conviver com os inúmeros amigos que amealhei entre os pacientes e os funcionários, durante a espera para ser chamado para a radioterapia. Alegria e otimismo reinavam no ambiente.
Dois meses após, pelo exame de sangue apresentado aos Drs. Fábio e Guilherme, tive a excelente notícia de que o exame indicava ter o tratamento radioterápico chegado a bom resultado.
Ao receber a notícia, minha vida girou 180° e, hoje, já volto a fazer projetos e planos. O responsável por essa SUPERAÇÃO foi a excelência técnica da COI, a gentil eficiência de seus funcionários, dos técnicos e principalmente dos médicos que, com competência, prescreveram o tratamento para minha doença.
Enfim, o câncer que me levou às raias da depressão, atualmente, restringe-se apenas a lembranças de um momento de dificuldades por que passei. Superei o trauma da doença e estou feliz!

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