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Maria da Conceição Jesus Ferreira

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Tudo começou em março de 2001, quando estava trabalhando. Líquidos em excesso saíam de minha boca, tipo vômito, e começaram a aparecer esporadicamente. Eu achava que seria uma gastrite, e procurando um gastro, esse, ao analisar, imaginou que pudesse ser hérnia de hiato e me encaminhou a uma endoscopia; realizado o procedimento, foi constatado que, mesmo sem a biopsia, seria carcinoma gastro. Não acreditando no resultado, foi feita nova endoscopia, e o pior, foi constatada a doença. Mesmo eu não apresentando nenhum dos sintomas que correspondessem à doença; por esse motivo, foi feito o segundo exame e confirmado, para a minha surpresa.

Ai começou a minha luta pela vida. Como eu não sentia nada, perguntei ao médico o que ocorreria se eu não fizesse a cirurgia que foi recomendada; ele me disse que não me daria três meses de vida; aí eu perguntei quais as minhas chances e novamente ele disse: todas e nenhuma. Fui operada no dia 23 de abril de 2001, quando se retirou 70% do estômago. A cirurgia correu bem, e ele me encaminhou à Dr. Deisymar para tratamento posterior. Fiz 25 sessões de quimioterapia e, antes de terminar, como o tumor estava em dois linfáticos, fiz 25 sessões de radioterapia.

Então, fazia uma quimio de manhã, e rádio à noite. Fiquei aparentemente curada, sempre fazendo o controle, quando, em 2007, novo câncer apareceu no rim direito, chamado de Bosniak III. Outra cirurgia foi realizada para a retirada do pedaço superior do rim. Acreditando naquela época estar livre, quando em um exame de rotina, em janeiro de 2011, através de uma endoscopia, apareceu o câncer que, em 2001 havia sido diagnosticado. Ele reapareceu, agora não só no estômago, mais também no duodeno e no intestino delgado. Mais uma cirurgia realizada e mais 5% do estômago e 50 cm do intestino delgado foram retirados. Em outubro de 2012, um sinal aparentemente despercebido, muito pequeno, foi detectado como câncer de pele nas costas, do lado direito. Foi retirado.

Hoje eu me encontro novamente aparentemente curada e penso que esses obstáculos são para ser superados, sem revolta e com muita fé em Deus, porque eu tenho certeza de que, em todas essas cirurgias e com essa equipe desses médicos, eu estava sempre guiada por Deus.

Eu nunca deixei de acreditar que essas dificuldades nos tornam mais fortes e com uma fé muito maior, pois Deus existe, e a medicina que evoluiu tanto nos ajuda muito. Agora, com 63 anos e 12 de luta, vejo que tudo foi passado com força porque amo a vida, a minha família, sem nunca perder a fé, nem nos piores momentos.

Porque eu não tenho tempo de morrer e vivo cada minuto do meu dia com alegria e sem revolta. Seja qual for a sua religião, não perca a fé.

Conceição, sentido da vida a toda hora.

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