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Regina Botto

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Meu nome é Regina Botto Ewerton Pinto. Tenho 68 anos e, como já estou prestes a completar cinco anos de remissão da leucemia mieloide aguda, venho dar o meu depoimento de superação.

Em primeiro lugar, gostaria de agradecer à equipe do COI, que, durante todo o tratamento, me proporcionou grande apoio.

No período de internação hospitalar, o Dr. Márcio Hori e o Dr. Carlos Pivinose revezavam em visitas, incluídos os fins de semana. Esse procedimento me transmitia muita segurança; nesses casos, é muito importante, já que, além do tratamento com antibióticos intravenosos, de quimeoterapia e de transfusão de sangue e de plaquetas, aquele período se tornou bastante prolongado (40 dias).

Após essa fase, o restante do tratamento foi realizado na moderna clínica do COI, com todo o apoio necessário, não só por parte dos médicos, como também por parte da equipe de enfermagem.

Dra. Juliane Musacchio, com todo seu carinho, atenção especial e seu profissionalismo, vem me acompanhando até agora nessa jornada, trazendo-me a certeza de estar sendo bem conduzida, numa dedicação sem limites e num apoio incondicional.

Em maio de 2009, véspera da operação do meu marido para a retirada de algumas metástases do fígado, após um exame de sangue de rotina, precisei ser internada no Hospital Quinta D`Or. Soube pelo Dr. Márcio e pelo Dr. Carlos, membros da equipe que ia me tratar, o que havia acontecido, com detalhes, no meu exame de sangue.

Logo em seguida, eu perguntei: – Estou com Leucemia?
Responderam: – Sim, leucemia mieloide aguda.
Então, eu indaguei: – Tem cura?
Responderam: – De 20% a 30% de chance.
E aí eu afirmei:- Estou dentro.

Em nenhum momento, me passou pela cabeça este pensamento: por que eu?

Desde o início, uma força interna muito grande, vinda do meu espírito, guiava os meus pensamentos e minha vontade. Com isso, sentia-me forte para continuar lutando, sem me deixar abater. Sempre me lembrava deste axioma:

“A luta é a lei da vida.” (da Logosofia)

Percebi que um dos recursos mais importantes que eu havia aprendido com os meus estudos na Fundação Logosófica já estava sendo utilizado no meu dia a dia, conscientemente. Eu estava usando as minhas defesas mentais. Elas me protegiam dos pensamentos negativos e me davam força, ânimo, estímulo e a certeza de que ia conseguir superar tudo.

Hoje em dia, eu me pergunto:

Como foi que eu consegui driblar os pensamentos negativos que iam aparecendo?

Os fatores responsáveis por isso foram:

A) A assistência prestada pela equipe médica, permanentemente me apoiando, me estimulando e me dando suporte com o tratamento adequado.

B) Meu marido e meus filhos, que estavam sempre presentes, dando-me carinho, afeto e conforto emocional. Meu irmão e minha cunhada, sempre que necessário, colaborando comigo.

C) As orientações do Dr. Márcio e do Dr. Carlos, no decorrer do tratamento, foram seguidas, conforme eram passadas. Durante todo o período crítico, eu me resguardava de contato com as pessoas que, por algum motivo, pudessem me transmitir uma gripe, algum vírus ou bactéria, visto que as minhas plaquetas, após a quimioterapia, caíam para 10.000 unidades, e eu ficava sem imunidade, sujeita a pegar qualquer doença, precisando, então, de fazer a transfusão de sangue e de plaquetas.

D) Na época das quimioterapias, eu me programava para que as transfusões de sangue e plaquetas fossem realizadas durante a semana, numa clínica de hematologia, e não nos fins de semana, quando as clínicas se encontravam fechadas, e as transfusões tinham de ser feitas por meio de internação hospitalar. Com todas essas medidas, consegui passar o período de tratamento sem grandes problemas, tendo de vencer apenas pequenas infecções que iam surgindo e que, com antibióticos orais, eram sanadas.

E) A lembrança de todos os recursos que me vinham à mente na hora certa não me deixava ficar perdida. Quantos ensinamentos logosóficos me ajudaram nas horas mais difíceis! Quantas vezes eu parava para refletir e analisar o que estava acontecendo para saber o que Deus queria comigo, pois não era à toa que eu estava vivendo aquela experiência! Quantas vezes eu ficava desanimada, e meu marido e meus filhos, rapidamente, me recordavam do que eu era capaz! Eu tinha aprendido algo muito importante, que me ajudou na superação: “Tirar sempre algo positivo de qualquer adversidade”.

Saber que eu tinha uma missão a cumprir nesta etapa de vida e que Deus estava me proporcionando tal oportunidade era uma dádiva.

Estava sempre recordando o quanto eu era grata a Deus por ter essa família maravilhosa; por ter amigos queridos que me ajudavam, doando sangue e plaquetas e enviando mensagens de apoio; de dispor de um plano de saúde; de ter amigas que me auxiliavam na internação hospitalar com precisão e rapidez e na escolha de uma equipe médica unida e segura de suas ações. Quanta gratidão!

Hoje percebo que, quando um pensamento de bem, de afeto, de dedicação e de amor a Deus preside o nosso coração, sentimos nascer algo divino internamente, algo que nos ajuda a desfrutar de uma forma melhor e mais bonita de ver a vida e de poder comprovar que nada mais belo, nem maior, poderia me ser oferecido do que esses fragmentos transcendentes de conhecimento no meio de tanta adversidade.

Com quatro anos e quatro meses de remissão da LMA sem recaída, sinto-me muito feliz e só posso agradecer a Deus, mais uma vez, por estar revendo toda minha vida, como se fosse um filme, e descobrindo por que e para que vim ao mundo e qual é a minha missão aqui na Terra.

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