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Roberto Cabral

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Minha história de superação

Chamo-me Roberto, e esta é a minha história de superação.

Sou uma pessoa que sempre cuidei muito de minha saúde, fazendo exames periódicos, visitas médicas… Enfim, nunca me descuido, mas, em uma dessas visitas… em dezembro de 2006, meu médico, o cardiologista José Roberto Villela, pediu-me um exame de sangue, que avaliaria o PSA. Fiz o exame e, ao receber o resultado, fui surpreendido com o PSA elevado.

Em função disso, ele me encaminhou para um amigo urologista, que prontamente solicitou uma biopsia. Quando obtive o resultado, fiquei triste, perdi o chão e me arrasei, desnorteado, me vi em um turbilhão, me perguntando a todo momento “Por que comigo? O que fiz para merecer tal sofrimento?”

Era dezembro, época do Natal e de festejar o Ano-Novo. Fiquei sem saber o que fazer; então, retornei ao urologista, que me deixou ainda pior; pediu-me que eu me sentasse e disse: “Senhor Roberto, gostaria que alguém de sua família estivesse presente para conversarmos e que pudesse assinar uma autorização em razão do risco de sua cirurgia”. Fiquei arrasado, procurei me acalmar, contive todo o meu sofrimento e amargor, esperei passar o Natal e o festejo do Ano-Novo e parti para uma nova jornada… Ouvir novas opiniões, outros médicos… Enfim… Queria mesmo era ouvir que nada daquilo era verdade.

Pensei em minha família… Meu único filho, meus parentes, sobre tudo o que estava se passando comigo.

Eu mesmo ainda estava sem saber o que fazer, quando meu filho, conversando com o filho de uma tia da sua esposa, falou sobre o que se passava.

Recebi um telefonema, e era de Dona Wanda, a tia da esposa de meu filho; ela e seu marido, Luiz, se colocaram a minha disposição para me levarem ao INCA, na intenção de que eu pudesse ouvir uma opinião catedrática. Meus socorristas, assim os chamo, foram rápidos, e prontamente fomos ao INCA. Sem medirem esforços para me ajudar, deslocavam-se de Campo Grande, às 4h da manhã, vinham ao Recreio dos Bandeirantes ao meu encontro e partíamos para lá; tínhamos de chegar bem cedo, para tentar uma consulta. Esses fatos se repetiram várias vezes, até que fui atendido pelo Dr. Manuel Villela, que me transmitiu empatia, segurança e tranquilidade, no meio de todo aquele turbilhão que eu estava vivendo.

No INCA, pude ver que meu caso era muito pequeno. Lá é que ficamos sabedores da realidade de muitas pessoas, e aprendi a dizer a mim mesmo: “Você está reclamando de quê?”.

Em abril de 2007, passei pela cirurgia de prostatectomia, com o Dr. Manuel Vilela Faria, sempre abençoado pela companhia de Dona Wanda, seu marido, Luiz, e de sua amiga também incansável, a Sra. Oyama, que depositaram, em todos os momentos, os melhores e mais positivos pensamentos, para que a minha cirurgia fosse um sucesso. Graças a esses amigos e aos meus parentes com todos esses pensamentos positivos, o sucesso foi alcançado.

Depois da cirurgia, porém, vieram a incontinência urinária e a disfunção na ereção, fatos que me alarmaram muito – como eu poderia ter uma vida normal? Sou muito ativo, tenho um trabalho muito agitado; como eu conseguiria lidar com tudo aquilo? Mais uma vez, fiquei muito arrasado; foi arraso em doses homeopáticas!

Procurei, então, o Dr. Manuel, que sorrindo me disse: “Acalme-se, tudo tem solução”. Ensinou-me um exercício de contração da musculatura, o qual fiz desesperadamente, já que eu queria o resultado positivo, e minha força de vontade me premiou. Depois de alguns meses, comecei a me animar um pouco; já havia conseguido o controle da parte urinária e da ereção, enfim… Comecei a ver minha recuperação. Até hoje, esse exercício eu faço.

Após seis anos da data de minha cirurgia, em consulta de rotina, o Dr. Manuel Vilela solicitou-me um exame para ver como estava a taxa do PSA, e a surpresa foi bem desagradável: o PSA estava subindo… 0,001, 0,002. Ao fim de 2014, chegou a 0,16; o médico, então, encaminhou-me para o tratamento de radioterapia, indicando-me alguns lugares onde eu poderia fazê-lo.

Marquei algumas consultas, e uma delas foi no Americas Oncologia. Ao ligar, escolhi ser atendido pelo Dr. Francisco Campana e novamente fui abençoado. Ele me tratou maravilhosamente, aliás, não só ele, mas todos os que me receberam, sempre sorridentes e com muito carinho.

Em consulta, pude observar a competência, o positivismo, a tranquilidade que sempre apresentaram, acolhendo meus questionamentos e dúvidas, com muita sabedoria, o que veio a me deixar muito confiante no seu profissionalismo.

Em dezembro de 2014, iniciei meu tratamento, é verdade… em dezembro…perto do Natal e do Ano-Novo…, passei pelas consultas do tratamento, e em uma delas fui atendido pela Dra. Elisa Campana, “filho de peixe, peixinho é”; nem preciso dizer…é o retrato do pai.

Terminei meu tratamento, uma semana antes do Carnaval, peguei meu “diploma” como chamamos no “Bar da Água”. Dr. Francisco Campana conversou comigo sobre o pós-tratamento, exames a serem feitos, resultados possíveis e me transmitiu muita segurança.

Por todo o exposto acima, até hoje vou ao COI tentar passar a minha alegria àqueles que se encontram em tratamento e ainda tristes. E o restante todos do COI já sabem. Alegria e alegria!

Beijos no coração de todos. Serei sempre grato ao Dr. José Roberto Vilela, ao Dr. Manuel Villela, à Dona Wanda, ao Sr. Luiz, à Sra. Oyama, a minha esposa, ao meu filho, aos meus familiares e ao Americas Oncologia e seu corpo de funcionários, que tão bem me acolheram… E ainda acolhem… E também ao grupo de pacientes que comigo enfrentaram a dor e me permitiram que juntos fizéssemos dali um ambiente alegre.

Roberto Cabral Serrano

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