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Sônia Vilela

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Em julho de 2008, nas férias da minha filha, estava com minha família em minha casa de praia. Fui a uma festa junina e, no dia seguinte, ao acordar, tive uma crise de tosse muito forte e fiquei com muita falta de ar. Eu tossi tanto que chegou a estourar uma veia do meu nariz. Então, meu marido me levou à emergência de um hospital do Rio de Janeiro. Ao ser consultada, o médico me perguntou se eu fumava, ao que respondi afirmativamente, já que fui fumante durante 37 anos. Foi-me solicitada uma tomografia, onde foi constatado que eu estava com um nódulo maligno no pulmão direito.
Daí começou minha história…
Eu entrei em depressão, não quis mais ver ninguém, nem sair de casa; só queria ficar em meu quarto. Ao contar para minha irmã mais velha, ela não deixou que eu me abatesse assim como minha família. Por uma indicação de um amigo do meu marido, cuja esposa se tratava de câncer, fui a um oncologista para que eu começasse meu tratamento. Fiz todos os exames, e, quando o médico falou que eu ia fazer quimioterapia, entrei em desespero, já que, para mim, aquilo era o fim; sempre que ouvia falar sobre esse tipo de conduta, eu a associava à queda de cabelo, a enjoo, entre outras coisas. Em minha primeira consulta, porém, a primeira pergunta que fiz ao médico foi se eu ia ficar careca. Senti um grande alívio, com a resposta negativa dada por ele.

Fiz três ciclos de quimioterapia (antes da cirurgia) e não senti nenhum efeito (a não ser engordar). Após esses ciclos, fiz minha cirurgia para a retirada do nódulo, visto que a quimioterapia não foi o suficiente. O pós-cirúrgico foi o pior de tudo para mim; foi muito doloroso (fisicamente), e sofri demais. Tive muita sorte de ter minha família ao meu lado, podendo contar com o apoio do meu marido e de meus dois filhos, Gabriela e Ricardo, que me ajudaram nesse período de recuperação.

Depois de um mês, voltei a fazer os ciclos que faltavam; já havia me recuperado da cirurgia e voltado a minha vida normal, fazendo o controle da doença. Hoje sou uma nova mulher temente a Deus. Não fumo há cinco anos e meio, acordo às 5 horas da manhã, faço meia hora de caminhada até a academia; chegando lá, faço 1 hora de exercício, mais meia hora de caminhada na volta para casa, de segunda a sexta. Tenho uma vida saudável e tento levar minha família para o mesmo caminho.

No final de outubro de 2013, fiz minha tomografia, como de costume. No dia 13 de novembro, levei a tomografia ao meu oncologista; ele me deu a melhor notícia da minha vida, ou seja, o certificado simbólico da minha cura. Primeiramente, agradeço a Deus, e, em segundo lugar, aos meus médicos, que foram fundamentais para mim durante esse processo da minha vida.

Se você está passando por isso que passei, não desanime jamais! Dê valor a sua vida; ao longo dela, passamos por muitos desafios, mas não podemos desistir. A vida é curta demais, para não aproveitarmos! Às vezes, Deus deixa marcas em nossa vida, para que não esqueçamos Dele… Conte com meu apoio; quando passei por isso, não tive ninguém que pudesse me contar sobre o que eu ia enfrentar; mas hoje eu estou aqui com a graça de Deus, para ajudar a todos que eu puder.

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