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Sueli Soares Nuss

Foto da Sueli Soares que contou sua Historia de Superação

Não sou paciente desta clínica, mas gostaria de deixar meu relato. Quando eu tinha 13 anos, descobri que tinha dores intensas nas mamas e, ao me autoexaminar, senti vários caroços. Fui atendida pelo Dr. Edson Santana, na sua época de residente, que me levou para tratar no Gafree com seu professor estrangeiro. Fiz tratamento durante muito tempo e passei a me sentir melhor quando amamentei meu filho, aos 28 anos de idade.

Nesse período, cuidava de meu pai, o qual tinha câncer de próstata, com metástase. Anos se passaram, até que, em julho de 1999, ele veio a falecer, por ironia do destino, em meus braços. Havia dado plantão e, quando subi para o andar em que ele estava internado, no Hospital Pan-Americano, dei o banho, cuidei dele, e oramos. Ele não falava, mas me reconhecia e gesticulava quando eu me dirigia a ele. De repente, estava eu e o colega nos preparando para o alimentarmos, quando ele teve uma hemorragia digestiva maciça alta. Eu chamei a Dra. Mariana, e a equipe de
Enfermagem veio. Eles o reanimaram, ele voltou, apertou minha mão, sorriu e se foi.

Eles iam tentar de novo, mas eu disse que não fizessem mais nada, já que Deus o havia chamado. Eu orei que Ele fizesse o que fosse de melhor para meu pai, uma vez que ele era ativo, apesar de seus 82 anos. Havia 17 anos que ele lutava com essa doença. Venceu a guerra e o câncer também, pois fez a radioterapia e sempre animado. Confesso que não disse a ele que ele estava com câncer, porque ele e os outros ex-combatentes achavam essa doença um tabu; nós não podíamos nem falar o nome dessa doença em casa, e para mim era difícil, já que sou auxiliar de Enfermagem.

Aí levaram o corpo, e eu fui tomar banho. Nesse momento, ouvi alguém dizer: “Daqui a um ano, é você”. Repreendi essa pessoa em nome de Jesus. Amados, um ano passou, e eu fui fazer uma USG transvaginal de rotina, que detectou um tumor enorme, extraovariano, do lado direito. Fiz exames com urgência e, no dia 21 de maio de 2002, fui submetida a uma cirurgia; nem na cesariana de meu filho havia sido feito um corte tão grande, isto é, eu fui aberta de um quadril a outro.

A Dra. Monica Chatack Ferreira, a Dra. Marcia e o Dr. Arnaldo Araujo, todos da clínica da Tijuca, e também meus ginecologistas e obstetras me disseram: “Vamos ver o que vai sair deste kinder ovo, porque você não ‘faz barriga’ e nos surpreende, já que teve um bebê de oito meses, com peso e tamanho favorável. Surpreendentemente, meus órgãos estavam com parede fina, e foi extirpado um tumor misto, com 18 cm3, graças a Deus, benigno. Porém, eu tive que parar minha faculdade de Biologia, de dirigir, porque eu tinha perda de memória, “do nada”.

Então, comecei, no controle de todo ano, a fazer inúmeros exames de sangue, USGS, mamografia e CA125; sempre surgem outros nódulos. Em julho desse mesmo ano, fui chamada para a Prefeitura do Rio de Janeiro, e não parei de trabalhar nem de estudar. Assim, concluí minha faculdade de Enfermagem, pois esse era o meu sonho; mesmo não tendo dinheiro suficiente, graças a Deus consegui fazer.

Logo em seguida, me veio a oportunidade de dar aula prática pelo Senac Bonsucesso, e, no intervalo de uma turma para outra, comecei a sentir dor de garganta. A médica fez uma laringoscopia e me informou que eu tinha de ficar sem falar; logo eu que pareço uma pilha Duracel. Fiz o repouso de um mês, e graças a Deus concluí o curso com meus alunos. Eles se formaram, e eu estou aqui para a glória de Deus. Hoje, tenho 45anos; em maio, vou completar 46.

O que eu quero deixar para vocês portadores e familiares, porque sofrem conosco: “Vençam os seus limites, a vida não acabou, lute, viva cada dia como se fosse o último, ame muito os seus e os outros, perdoe, evite criar mágoa em seu coração, porque a pior doença é a da alma, não a da carne. Porque a da carne tem os médicos para nos ajudar, os quais Deus capacitou a nos curar, mas a da alma só nós, com nosso coração aberto ao poder de Deus, somos curados.

A doença em si me ajudou até a fazer meu TCC; fui a fundo nas pesquisas junto de meus amigos e com os dados de meu pai. E, há cerca de três anos, minha irmã teve de fazer HTA, porque apresentou um tumor enorme e endometriose também. Ela foi operada no HCE; hoje, continua fazendo suas atividades como pastora e vivendo. Temos exames para confirmar; os de meu pai eu doei para a faculdade, mas ele foi cuidado pelo Dr. Jaques Bines, do INCA e do convênio da Golden.

Atualmente, sou enfermeira graduada, vice-presidente da AFUSA, e represento a instituição a qual eu trabalho no Conselho Distrital de Saúde AP1, como suplente. Me envolvo em várias atividades, do trabalho e fora, tenho uma vida secular ótima; só não aproveito mais porque não tenho dinheiro, já que só possuo um emprego atualmente. Assim que arranjar outro, com certeza curtirei muito mais; afinal, quem faz o tempo somos nós. Às vezes, desperdiçamos esse com coisas tolas, que não dignificam.

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