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Tatiana Machado


Me chamo Tatiana, tenho 33 anos, sou nutricionista.
Em maio de 2014, apareceram dois caroços no meu pescoço. Nove meses antes, eu havia perdido a minha querida mãe, estava sofridamente entrando numa nova fase da minha vida.
Em agosto, quando eu recebi o diagnóstico de Linfoma de Hodgkin, ouvi do médico: “Não se preocupe, tem cura”, e isso foi a única coisa que pensei e em que acreditei. A minha fé era a certeza de que eu ficaria curada se fosse a vontade do meu Deus, e que de um jeito ou de outro tudo daria certo. Foram seis meses de quimioterapia, terapia, que eu já fazia desde quando perdi minha mãe, continuei trabalhando, meu médico me dava forças a cada consulta, a cada manhã, uma vida inteira pra ser vivida. Continuei trabalhando, continuei vivendo a minha rotina, me divertindo com as minhas amigas e a minha família, não me deixei abater, não pensei na derrota, não perdi a minha fé. Engordei 8 quilos e não fiquei careca, tive alta. Quatro meses depois, outro diagnóstico de Linfoma de Hodgkin. Mesmo tipo, mesmo local, mais nódulos. Voltei ao tratamento, cinco sessões de três dias seguidos de quimioterapia. Dores, enjoos, cansaços, o cabelo caiu, a autoestima não. E isso tudo era a preparação para um transplante de medula óssea autólogo. Também tinha as injeções de Granulokine, que doíam não só no corpo inteiro, mas também na alma. A fé continuou inabalada, a minha vida continuou sendo vivida a cada dia, o sucesso e a cura eram a minha única alternativa. As pessoas falavam: “Agora vai dar certo!” E eu respondia: “Tem que dar, né? Se não eu vou morrer, rsrsrs, e eu não quero!” Acho que depois que você se sente cara a cara com a morte, você perde o medo dela. Em abril de 2016, me internei para o TMO. Foram os 23 dias mais sofridos de dois anos de tratamento. Cansaço, dor, fome, dor, sono, frio… A vida de quem acabou de renascer e que ganhou uma segunda vida começa bem dolorida, rs, mas o transplante foi SUCESSO! A continuação do tratamento foi igualmente difícil, a imunidade extremamente baixa, a vida que teve que continuar parada porque não podia frequentar lugares, viajar, ir ao cinema, restaurantes, trabalho, limitações atrás de limitações, e hoje, 2 anos e 4 meses depois, estou em acompanhamento, vencendo o câncer todo santo dia. Eu não teria sobrevivido se não fosse pela força da minha fé, da minha esperança, do meu Deus, da minha família, que ainda sofria o luto quando teve somada a dor de ver a irmã e filha caçula com câncer, e arrancou forças de onde não existia, do meu oncologista Carlos José e os hematologistas envolvidos no meu transplante, as enfermeiras do COI que cuidaram de mim com tanto carinho. Sou muito feliz por poder servir de exemplo para meus amigos e parentes, e fico muito grata por poder falar aqui da minha experiência com o câncer e com o tratamento.

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