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Combate ao câncer de próstata pode ser aprimorado!

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Normalmente, o tratamento do câncer de próstata consiste na remoção da glândula da próstata e alguma parte do tecido circundante. Porém, este processo não é sempre tão preciso e, por vezes, pouco tecido pode ser retirado durante a cirurgia, dificultando o processo. Agora, os cientistas desenvolveram um novo processo que utiliza uma luz refletida para detectar células cancerígenas remanescentes, tornando o processo de remoção muito mais preciso e eficaz.

O novo processo, publicado no The Journal of Urology, foi desenvolvido por uma equipe da Universidade Texas Southwestern Medical Center e envolve o uso de uma sonda especial de espectroscopia de reflectância de luz para analisar o tecido. A técnica usa a intensidade da reflexão da luz para indicar as células cancerígenas remanescentes no corpo, mesmo após a remoção da glândula da próstata. Em teoria, isso deve evitar que tecidos saudáveis sejam removidos desnecessariamente, assegurando a remoção apenas do local afetado pela doença.

Os testes foram positivos em taxas de 85% entre os 17 participantes. “Este estudo destaca um número crescente de plataformas tecnológicas que visam melhorar os resultados da cirurgia relacionada ao câncer. Mais estudos são necessários para determinar se tal análise pode ser utilizada em tempo real para melhorar a tomada de decisão cirúrgica e diminuir a quantidade de tecido que os cirurgiões precisam remover”, disse Jeffrey Cadeddu, membro da equipe.

Se provado ser eficaz em uma amostra maior de pacientes, o procedimento ajudaria a minimizar a possibilidade do câncer retornar e, assim, reduzir a necessidade de tratamento futuro, aumentando as chances de uma recuperação completa pelo paciente.

De acordo com o Dr. Fábio Peixoto, oncologista do Americas Oncologia, o procedimento ainda é experimental, testado em uma amostragem pequena de pacientes, precisando ainda ser validado em estudos que confirmem seu valor e eficácia, porém destaca seu potencial: “Do ponto de vista teórico representa uma grande perspectiva futura de melhora dos desfechos cirúrgicos e, por consequência, dos desfechos clínicos do paciente, com maior controle de doença local”, relatou.

Segundo dados de 2015 do Instituto Nacional de Câncer no Brasil, o câncer de próstata ocorre principalmente em homens mais velhos, sendo cerca de 6 em 10 casos em homens com mais de 65 anos, sendo raro antes dos 40 anos. A média de idade no momento do diagnóstico é de cerca de 66 anos. Os dados revelam que o câncer de próstata é a segunda principal causa de morte por câncer em homens, seguido apenas pelo câncer de pulmão. A cada 36 homens, estima-se que 1 morrerá de câncer de próstata.

Tais dados confirmam a necessidade de novas estratégias na prevenção do câncer de próstata. “Ainda não há uma estratégia definida que realmente possa reduzir a ocorrência do câncer de próstata. O que se recomenda é a manutenção de hábitos saudáveis de vida, com uma dieta saudável e realização de exercícios físicos regulares. A realização de exame urológico anual com toque retal e dosagem dos valores de PSA ainda se mantém como recomendação para os homens a partir dos 45 anos”, concluiu o Dr. Fábio.

Fonte: Science Alert

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