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Conheça seis “superalimentos” que podem ser aliados na prevenção do câncer!

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A maioria dos estudos sobre câncer sugerem que a alimentação tem fator determinante nesses casos, como uma dieta à base de vegetais, com seus fitonutrientes e outros compostos. Assim, Richard Béliveau, PhD e especialista em prevenção e tratamento do câncer na Universidade de Québec, no Canadá, revelou seis alimentos que podem prevenir a doença.

Brócolis

Todos os vegetais crucíferos (couve-flor, repolho, couve etc.) contêm propriedades anticancerígenas, mas o brócolis é o único com uma quantidade considerável de sulforafano, um composto que estimula enzimas protetoras do corpo e libera produtos químicos cancerígenos. Um estudo recente da Universidade de Michigan, nos EUA, realizado em ratos, descobriu que o sulforafano também aprimora as células-tronco.

Segundo a nutricionista do Americas Oncologia, Monica Benarroz, para que o sulforafano seja liberado no organismo, é necessária uma ação enzimática que ocorre na própria planta, quando ela é mastigada ou digerida. “Porém, a ação do calor (cozimento) pode destruir ou inativar a enzima e o sulforafano presente no alimento não ficar disponível para ser absorvido no organismo. Por isso, recomenda-se que essas hortaliças sejam consumidas in natura ou levemente cozidas no vapor (al dente)”, explicou.

Berries (frutas vermelhas) e vegetais roxos

Todas as berries, popularmente conhecidas como “frutas vermelhas”, possuem fitonutrientes que combatem o câncer. As amoras pretas, em particular, contêm concentrações muito elevadas de fitoquímicos, chamados antocianinas, que retardam o crescimento de células que podem se tornar malignas, mantendo os novos vasos sanguíneos fortificados, segundo Gary D. Stoner, professor de medicina interna na Faculdade de Medicina da Universidade do Estado de Ohio, nos EUA. O mesmo ocorre com verduras de coloração avermelhada ou roxa.

Segundo Monica Benarroz, as antocianinas têm mecanismos que protegem o DNA, inibem a proliferação celular e o processo inflamatório. “Até o momento, o recomendado é o consumo regular de frutas e hortaliças de cor vermelha arroxeada, as quais agem como protetoras das células e, consequentemente, contra o câncer. As antocianinas são destruídas no cozimento e na exposição solar, por isso recomenda-se que as frutas sejam consumidas in natura e os sucos, logo após o preparo”, disse.

Tomates

“Esta fruta suculenta é a melhor fonte alimentar de licopeno, carotenoide responsável pela coloração vermelha do tomate”, disse Béliveau. Acredita-se que o licopeno pode ajudar a retardar o crescimento de células de câncer endometrial, após análise de um estudo da revista Nutrition and Cancer. O câncer do endométrio (que se inicia no revestimento do útero) causa cerca de 8.000 mortes a mulheres, anualmente.

No entanto, a nutricionista Monica Benarroz salienta que, no artigo The role of lycopene and its derivatives in the regulation of transcription systems: implications for cancer prevention, publicado pela American Society for Nutrition, em 2012, os autores concluíram que o licopeno tem efeito protetor, mas não teria ações preventivas sozinho, precisando estar associado a outros fitonutrientes para um melhor aproveitamento no organismo.

“O licopeno é um carotenoide presente em vegetais de coloração vermelha, sendo o tomate um alimento rico nessa substância. O licopeno vem sendo estudado em diferentes modelos de pesquisa para diferentes tipos de câncer, mas, quando extrapolado para pesquisas em humanos, não há nenhuma evidência que tenha ação de combate ao câncer. Até o momento, as pesquisas apresentam atividade protetora, pela ação antioxidante do carotenoide”, complementou a especialista.

Nozes

“As nozes possuem grande quantidade de polifenóis e diversos fitoquímicos, que possuem atividades antioxidantes. Dentre eles estão os fitosteróis, que são compostos encontrados nas plantas, com ação anti-inflamatória. Algumas pesquisas em animais têm demonstrado que os fitosteróis possuem ação contra células malignas”, relatou Monica.

Estudos revelaram que os fitosteróis podem bloquear os receptores de estrogênio em células de câncer de mama, desacelerando seu crescimento, segundo dados da Dra. Elaine Hardman, professora associada da Marshall University School of Medicine, nos EUA. Porém, Mônica destaca que ainda não há evidência de que o alimento in natura tenha tal ação bloqueadora.

Alho

Segundo Béliveau, fitoquímicos presentes no alho podem interromper a formação de nitrosaminas, substâncias cancerígenas formadas no estômago (e nos intestinos, em determinadas condições) após consumo de nitratos, um conservante comum em alimentos. Na verdade, um estudo da Women’s Health de Iowa, nos EUA, descobriu que as mulheres que possuem maiores quantidades de alho em suas dietas tinham um risco 50% menor de certos cânceres do cólon em relação às mulheres que comiam menos alho.

A nutricionista Monica Benarroz diz que: “O alho possui substâncias protetoras, como os compostos organossulfurados, a quercitina e a alicina. Em estudos de laboratório, componentes do alho demonstraram a capacidade de retardar ou interromper o crescimento de tumores na próstata, bexiga, cólon e do tecido do estômago. Entretanto, não há consenso que essas propriedades tenham as mesmas ações quando testadas em humanos”.

Feijões

Um estudo da Michigan State University, também nos EUA, descobriu que o feijão preto reduziu significativamente a incidência de câncer de cólon em ratos, em parte por conta de uma dieta rica em legumes, que aumenta os níveis de butirato de ácidos graxos, que em altas concentrações possui efeito protetor contra o crescimento do câncer. Outro estudo, publicado na revista Crop Science, descobriu que o feijão é particularmente eficaz na prevenção do câncer de mama em ratos. Mais testes irão comprovar sua eficácia em seres humanos.

Mesmo assim, Monica Benarroz diz que existe uma forte relação entre o consumo de fibras e uma redução de câncer de intestino. “O butirato é importante por manter um equilíbrio na flora intestinal, o bom funcionamento das células intestinais (colonócitos) e por ter ação protetora, impedindo a proliferação celular”, concluiu.

Fonte: http://www.health.com/health/gallery/0,,20430736,00.html/view-all

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