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Cuidado integrado ao paciente oncológico

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Com o objetivo de implantar um modelo de cuidado integrado ao paciente oncológico, aliando as boas práticas definidas pelo Manual de Padrões de Acreditação da Joint Commission International (JCI) para Cuidados Ambulatoriais à metodologia do MD Anderson Cancer Center, o Americas Oncologia (RJ) implementou processos sistematizados para a revisão de documentos institucionais, o que inclui a atualização de cerca de 200 procedimentos de diversas áreas da instituição. Segundo a diretora de Qualidade e Projetos, Graziela Escobar, foram atualizados as políticas e os procedimentos, além dos protocolos, considerando todas as etapas da assistência e envolvendo, também, processos de apoio, como a assistência farmacêutica, a gestão de prontuários, a manutenção de equipamentos e a higienização.

“Os padrões da JCI, desdobrados em elementos de mensuração, possibilitaram o ajuste fino de processos criados anteriormente, como a gestão de medicamentos. A reconciliação medicamentosa e a atenção farmacêutica foram implantadas em 2013, mas o cumprimento integral do monitoramento dos medicamentos de alto risco (e todos os quimioterápicos integram essa classificação) foi atingido durante a implementação da JCI”, destaca a diretora.

O Americas Oncologia conquistou o selo dourado da JCI no fim de 2015. Nesse processo, a gestão efetiva da informação do paciente se destacou como uma das premissas básicas para a melhoria da qualidade. O prontuário eletrônico foi aprimorado, possibilitando a comunicação em tempo real entre as equipes assistenciais.

“Com a centralização da informação no prontuário eletrônico, foram identificadas redundâncias ao longo do fluxo assistencial, que resultaram em ajustes de processo e, consequentemente, em maior segurança e menor tempo de atendimento”, afirma Graziela Escobar.

Para garantir a adaptação das equipes ao novo modelo de prontuário, foi criado um conjunto de itens padronizados, que contemplava a descrição do tratamento e sua periodicidade: o registro de dor, a orientação sobre tabagismo, a avaliação de risco nutricional e orientações relativas ao uso de medicamentos.

Cerca de 20 facilitadores de diversas áreas foram selecionados pela alta gestão para compreender profundamente as mudanças e multiplicar as informações para os outros colaboradores. “Esses facilitadores se prepararam para repassar esses conhecimentos e implementá-los na prática, buscando, muitas vezes, a sensibilização por meio de ferramentas mais lúdicas, como a utilização do Cubo das Metas Internacionais de Segurança do Paciente. Fomos muito além dos encontros para revisão de documentos. Preparamos aulas e vídeos educativos com temas, como a pulseira de identificação do paciente em risco de queda. Até um vídeo com o nosso presidente, Nelson Teich, orientando a técnica correta para a higienização das mãos foi produzido”, conta a dirigente.

Divulgação dos indicadores

Para acompanhar os resultados gerenciais, o Americas Oncologia passou a monitorar 54 indicadores estratégicos – um aumento de 70% no número de itens periodicamente verificados.

A forma de divulgação dessas informações para os colaboradores também mudou: foram criados painéis de gestão à vista, com indicadores selecionados por área: Atendimento, Administrativo, Farmácia, Enfermagem, Médica, Radioterapia, Recursos Humanos e Tecnologia da Informação. Em cada um deles, são publicados mensalmente 12 indicadores de qualidade e produtividade.

“Mudamos não só a quantidade, mas também a qualidade da análise pelos gestores. Para isso, realizamos um treinamento específico de ferramentas da qualidade, distribuído em dois níveis: os gestores receberam treinamento aprofundado em análise crítica, e os colaboradores receberam treinamento para a análise de gráficos e entendimento das metas”, ressalta Graziela Escobar.

Plano de cuidado

Na assistência, o modelo de cuidado integrado foi sistematizado, com enfermeiros, farmacêuticos, nutricionistas e psicólogos atuando com as equipes médicas para definir as condutas assistenciais.

Dessa forma, o plano de cuidado é definido em conjunto, de acordo com a patologia de base, o estágio da doença, a intenção do tratamento (curativo ou paliativo) e as condições clínicas do paciente. “Embora tenhamos guias previamente estabelecidos para as principais patologias, a equipe multiprofissional individualiza o cuidado de acordo com as necessidades do paciente, podendo incluir outros cuidados, como a Clínica da Dor e a profilaxia odontológica, conforme necessidade identificada”, destaca a gestora de Qualidade e Projetos.

Para definir os protocolos, o corpo clínico se subdividiu em grupos, por especialidade. Esses grupos assumiram a responsabilidade de descrever inicialmente os protocolos de tratamento quimioterápico, revisados pelas equipes de Enfermagem e Farmácia para adequação de medicamentos de suporte e parâmetros de segurança na administração. Todos os protocolos foram inseridos em um sistema informatizado, contemplando a restrição de prescrição vinculada à patologia de base.

Quando se identifica a necessidade de utilização de um protocolo não cadastrado, o médico assistente é orientado a enviar a justificativa da mudança no padrão para um grupo de especialistas da instituição. “Somente após a validação desse time, um novo protocolo poderá ser utilizado. Da mesma forma, novos tratamentos aprovados são sistematicamente analisados pelos especialistas”, explica a diretora do Americas Oncologia.

Fonte: Revista Acreditação em Saúde

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