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Novo fármaco é capaz de controlar casos graves de câncer no fígado

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De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), cerca de 600 mil pessoas no Brasil, apenas neste ano, lutam contra tumores malignos. Formas de tratamento mais eficiente são sempre buscadas, pois terapias e remédios convencionais, com o tempo, podem não surtir mais efeito. Agora, um trabalho apresentado no 18º Congresso Mundial sobre o Câncer Gastrointestinal, realizado em Barcelona, Espanha, animou muitos pacientes de hepatocarcinoma, como é chamado o câncer de fígado, segundo o GLOBOCAN.

Foram apresentados os resultados da fase 3 do estudo Resource, responsável por investigar os efeitos do composto regorafenibe em pacientes com o carcinoma hepatocelular irressecável, ou seja, aquele cujos tumores não podem ser completamente removidos e evoluíram durante o tratamento com comprimidos de sorafenibe – que é o fármaco-alvo para esse tipo de câncer no fígado. O teste mostrou que a substância teve resposta positiva no aumento da sobrevida dos participantes. O ensaio clínico envolveu 573 pessoas de 21 países – no Brasil ocorreu em Salvador – reduzindo em 38% o risco de morte sobre o período experimental de três meses.

Segundo o Dr. Fernando Meton, Diretor Executivo do Americas Oncologia e um dos pesquisadores responsáveis pelo estudo no Brasil, o câncer de fígado é o segundo tumor com maior número de causas de mortes por câncer no mundo. “Infelizmente, esse câncer, quando não é passível de tratamento cirúrgico, não responde bem aos tratamentos quimioterápicos convencionais. Por esse motivo, diversas pesquisas passaram a investigar a ação de uma classe de medicamentos conhecidos como inibidores de tirosina-quinase”, disse.

De acordo com Meton, esses medicamentos possuem ação em diversos alvos dentro da célula tumoral, sendo conhecidos como fármacos de alvo-molecular. “Dentre os resultados alcançados, a inibição da formação de novos vasos sanguíneos, conhecida como neoangiogênese, é um dos mecanismos bem documentados, que diminui o acesso das células tumorais aos nutrientes oriundos do sangue”, explicou ele.

Além de endossar a importância do novo fármaco, o Dr. Meton explica que o câncer de fígado pode surgir por vários motivos e deve ser evitada por medidas de prevenção. “Em pacientes com cirrose pode surgir câncer de fígado, que por sua vez pode surgir devido ao alcoolismo, esteatose hepática, hepatites crônicas, dentre elas causadas pelos vírus B e C. Já existem tratamentos eficazes contra o vírus da hepatite, por exemplo, que podem prevenir o câncer e salvar muitas vidas”, destacou.

Para as pessoas que não puderam prevenir ou tratar com cirurgia o tumor inicial, o acesso aos novos medicamentos pode aumentar o tempo de vida. “O estudo Resource demonstrou que o regorafenibe pode aumentar o tempo de vida dos pacientes com hepatocarcinoma. Três meses adicionais de vida, se somados aos benefícios dos outros tratamentos já existentes, podem proporcionar algo em torno de dois anos de vida para pessoas que no passado só tinham poucos meses com suas famílias”, concluiu o especialista do Americas Oncologia.

Fontes: globocan.iarc.fr / www.esmo.org

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