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Novo teste genético pode ajudar pacientes que sofrem de câncer de pulmão

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Uma novidade no diagnóstico dos pacientes com câncer de pulmão tem tudo para ser uma verdadeira revolução. Recentemente, o FDA (Food and Drug Administration) aprovou o teste de mutação de EGFR por meio de um exame de sangue, chamado de biópsia líquida. Este é o primeiro teste aprovado, realizado por meio de coleta de sangue, capaz de fazer um teste genético que pode detectar mutações do gene do receptor (EGFR). Este é um fator de crescimento epidérmico presente em cerca de 20% dos pacientes de câncer de pulmão de não pequenas células (non-small cell lung cancer; NSCLC).

O câncer de pulmão pode lançar o DNA do tumor na corrente sanguínea de um paciente, e novas tecnologias possibilitam a detecção de mutações específicas em amostras de sangue. “A aprovação da biópsia líquida possibilita um cuidado altamente individualizado aos pacientes”, disse Mauro Zukin, PhD., diretor técnico e oncologista clínico do Americas Oncologia. “Biópsias líquidas também têm o potencial para permitir que os médicos identifiquem pacientes cujos tumores têm mutações específicas, da maneira menos invasiva possível”, completou.

Outro cenário em que a biópsia líquida vem ganhando campo é no de avaliação da mutação de resistência ao tratamento inicial. Um medicamento aprovado em 2015 pelo FDA e também outros inibidores de terceira geração do EGFR mostraram resultados favoráveis em pacientes com a mutação de resistência T790M, presente em 60% dos casos.

Pacientes que são candidatos para estes medicamentos devem ser submetidos à biópsia de tecido do tumor para determinar se ele é T790M-positivo, e a possibilidade da biópsia líquida minimiza um sofrimento a mais para o paciente. Este é o primeiro medicamento aprovado que exige uma biópsia adicional, o que complicaria a vida dos pacientes. Porém, com a biópsia líquida, é possível oferecer um tratamento individualizado e mais eficaz.

“Ou seja, estamos diante de uma inovação diagnóstica que também possibilita um melhor tratamento, representando um grande avanço da medicina na vida dos pacientes com câncer de pulmão”, concluiu Zukin.

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