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Outubro Rosa: campanha de conscientização do câncer de mama

Na década de 1990, surgiu o movimento denominado Outubro Rosa. Com origem em Nova York, nos Estados Unidos, foi estabelecida sua representação pelo laço rosa, criado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure. Assim, ele tornou-se o símbolo da campanha de combate ao câncer de mama. Para impulsionar a ação, o laço foi distribuído aos participantes da primeira corrida que incentivava o combate e a cura da doença.

Em 1997, ações conjuntas entre entidades de cidades americanas tornaram públicas várias questões envolvendo políticas nas áreas de prevenção e diagnóstico. Este era o início da Campanha Outubro Rosa, que existe até hoje e continua sendo muito importante na luta contra a doença. A ação consiste em decorar ruas, parques e monumentos com a cor rosa. Assim, as atenções voltam-se ao tema e promovem o debate.

A campanha cresceu em todo o mundo, assim como no Brasil. Em 2009, uma famosa campanha em apoio ao Outubro Rosa foi realizada em solo nacional, iluminando o Cristo Redentor com uma luz rosa.

O câncer de mama

Com maior predominância em mulheres, o câncer de mama pode surgir por vários motivos. As mamas são glândulas que têm, como principal função, produzir o leite materno. Ele se forma nos lóbulos e chega aos mamilos por meio dos ductos. Porém, as células da mama podem dividir-se de maneira totalmente anormal. Assim, pode ocorrer a formação de um tumor maligno nos ductos. Em casos mais raros, o tumor também pode aparecer nos lóbulos.

O câncer de mama é uma doença de origem multifatorial, que envolve a predisposição genética, o estilo de vida e também fatores ambientais. A grande maioria dos casos (75%) são esporádicos, ou seja, sem histórico familiar. Em 5% das pacientes, ocorrem mutações genéticas que aumentam o risco de desenvolvimento de novos casos.

Alguns fatores de risco que contribuem para o aparecimento da doença são:

– Idade avançada;
– Exposição prolongada aos hormônios femininos;
– Excesso de peso;
– História familiar;
– Mutação genética (mulheres portadoras dos genes BRCA1 e BRCA2, principalmente).

Porém, existem casos de mulheres que desenvolvem a doença sem apresentar fatores de risco identificáveis.

“Verifica-se um aumento global da incidência de câncer de mama”, revelou o Dr. Maurício Magalhães Costa, presidente eleito da Sociedade Mundial de Mastologia e coordenador do Núcleo de Mama do Américas Centro de Oncologia Integrado. De acordo com o especialista, para o Brasil, em 2016, são estimados 57.960 casos novos de câncer de mama. Isso representa um a cada 11 minutos, com um risco estimado de 56,20 casos a cada 100 mil mulheres. A maior prevalência está nas regiões Sul e Sudeste do país, com um aumento considerável em mulheres jovens.

Muitos fatores contribuíram para constantes mudanças na biologia feminina, como a evolução da sociedade moderna, a industrialização e urbanização. “Isso implicou em uma primeira menstruação mais precoce, menor número de gestações e mais tardias, menor tempo de amamentação e menopausa adiada. Fatores externos, como agentes poluentes, anticoncepcionais e terapia de reposição hormonal na pós-menopausa, também estão relacionados com sua maior incidência”, explicou o Dr. Maurício.

Prevenção

Segundo o Dr. Maurício Magalhães Costa, a melhor maneira de combater o câncer de mama é com a prevenção, um diagnóstico precoce e o acesso ao tratamento adequado. “A prevenção requer um estilo de vida saudável com dieta balanceada, controle ponderal e prática regular de exercícios físicos”, recomendou.

A mamografia anual, a partir dos 40 anos, ultrassonografia e, em casos selecionados, ressonância magnética podem oferecer diagnósticos cada vez mais precoces e precisos, com resultados estéticos importantes para a autoestima feminina e com maiores chances de cura. “O diagnóstico tardio do câncer de mama leva a tratamentos mutiladores, onerosos e com resultados precários, levando muitas mulheres à morte precoce evitável, deixando em suas famílias, um vazio irreparável”, explicou o mastologista.

Sintomas

Normalmente, o primeiro sinal da doença é o aparecimento de um nódulo único, não doloroso e endurecido na mama. Porém, podem também ocorrer deformidade e/ou aumento da mama, a retração da pele ou do mamilo, gânglios axilares aumentados, vermelhidão, edema e dores locais.

“Além disso, a saída de líquido pelo mamilo e a sua inversão (como um mamilo para dentro) também podem ser sintomas de câncer de mama”, relatou a Dra. Aline Coelho Gonçalves, médica oncologista dedicada ao tratamento de câncer de mama no Americas Oncologia e no Américas Centro de Oncologia Integrado.

Diagnóstico

Porém, de acordo com a oncologista, a maioria dos tumores de mama em estágio inicial – que podem ser curados – não apresenta sintomas. “Por isso que a mamografia de rotina é tão importante para o diagnóstico de câncer de mama inicial”, complementou.

A mamografia, que consiste em um exame de raio X das mamas, pode detectar precocemente a presença de nódulos cancerígenos. O exame clínico e outros exames de imagem e laboratoriais também contribuem para a precisão diagnóstica. Uma biópsia pode ser essencial para determinar se a lesão é maligna ou não, as características e a extensão do tumor.

Tratamento

O recomendado é que as mulheres acometidas com patologias mamárias sejam tratadas em centros específicos, assim como o oferecido pelo Americas Oncologia, onde poderão ter o tratamento adequado em todas as etapas do tratamento, feito por equipes multiprofissionais, que consistem em: mastologista, oncologista clínico, radio-oncologista, patologista, radiologista, cirurgião plástico, enfermeiras, nutricionistas, fisioterapeutas, psicólogas, assistente social e farmacêuticas).

“O Americas Oncologia é composto por todos os profissionais envolvidos no tratamento do câncer de mama. Além disso, dispõe de toda estrutura para realização de quimioterapia, hormonioterapia e radioterapia”, complementou a Dra. Aline Gonçalves.

De acordo com a especialista, o tratamento do câncer de mama é composto por várias modalidades, como cirurgia, quimioterapia, hormonioterapia, terapia molecular e radioterapia, além do apoio de toda equipe multidisciplinar. “Cada paciente que tem o diagnóstico de câncer de mama deve ser avaliado pelo mastologista e oncologista. De acordo com o tipo de câncer de mama, com a localização do câncer de mama e com as condições clínicas do paciente, é definida a melhor estratégia terapêutica para cada paciente”, explicou a Dra. Aline.

A importância da campanha

Justamente por conta da necessidade de centros específicos, a campanha do Outubro Rosa é essencial para mobilizar autoridades públicas e conscientizar as mulheres sobre a necessidade de prevenção, acompanhamento e tratamento da doença.

Em 2012, em Paris, a Sociedade Mundial de Mastologia, a Sociedade Europeia de Mastologia e o Consórcio Norte-Americano de Centros de Mama estabeleceram uma declaração conjunta que diz: “Todas as mulheres do mundo com patologia mamária devem ter acesso a centros de mama dedicados, multidisciplinares, bem equipados, com programas de qualidade que promovam assistência competente e integrada”.

“Na América Latina e, especialmente, no Brasil, é urgente que centros de mama sejam criados nos hospitais públicos e também na saúde suplementar, seguindo critérios internacionais mínimos de qualidade, que levarão a melhores desfechos e menores custos para a sociedade”, recomendou o especialista do Americas Oncologia.

Por isso, é essencial que a sociedade, por meio do governo, empresas privadas, ONGs e grupos de saúde, promovam um contínuo programa de educação comunitária e ofereçam à população condições de diagnóstico e tratamento adequados.

Dicas gerais

Portanto, para que a prevenção seja efetiva, é recomendado:

– Fazer o autoexame das mamas todos os meses; (Para as mulheres com mais de 20 anos, priorizar o 7º ou 8º dias após o início da menstruação, pois dados estimam que cerca de 90% dos tumores são detectados, nesse período, pela própria paciente.)

– Sempre faça consultas com médicos especializados para a realização de exame das mamas a cada 2 ou 3 anos. Para mulheres com mais de 40 anos, o exame deve ser feito anualmente;

– Homens também precisam estar alertas, pois, apesar da baixa incidência, também podem ter a doença. Os casos são mais frequentes após os 50 anos, precisando dar atenção aos sinais da doença, que também incluem: nódulo não doloroso abaixo da aréola, retração de tecidos, ulceração e presença de líquido nos mamilos.

Seguindo todas essas recomendações e tendo conhecimento sobre as causas e tratamentos do câncer de mama, é possível combatê-lo ainda mais, seja por meio de conscientização ou ações práticas. Que tal apoiar o Outubro Rosa?

Fontes: INCA / drauziovarella.com.br

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