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Julho/Agosto de 2016 * Ano III * N°4

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Dias do Psicólogo e do Nutricionista
Combate ao Fumo
Histórias de Superação

Novidades da ASCO: imunoterapia, biópsia líquida, pesquisa clínica e novos medicamentos

A edição de 2016 da Reunião Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica – ASCO (American Society of Clinical Oncology) – aconteceu na cidade de Chicago, EUA, entre os dias 3 e 7 de junho. O evento reuniu mais de 30 mil profissionais com o objetivo de apresentar os últimos estudos e descobertas da medicina e de fazer com que os participantes trocassem experiências.

Anualmente, um grupo de médicos do Americas Oncologia, de diferentes especialidades, participa do congresso. “É um encontro que todos os pesquisadores do mundo aguardam para apresentar seus trabalhos. São muitas novidades importantes, de diferentes patologias, que surgiram de um ano para o outro”, diz Fernando Meton, diretor executivo do COI. Estudos sobre imunoterapia e biópsia líquida foram os destaques desta edição, que contou ainda com a apresentação do vice-presidente americano, Joe Biden, discursando sobre o projeto Moonshot 2020, que busca usar a tecnologia para integrar as especialidades na pesquisa pelo melhor tratamento para o paciente.

“Essa é uma iniciativa do governo americano que consiste em unir as informações de instituições, faculdades, organizações filantrópicas e associações de pacientes que tratam, cuidam e pesquisam sobre o câncer. A proposta é ser como um grande consórcio de informações, com o objetivo de acelerar o processo de cura e descobrir novos medicamentos e procedimentos inovadores nessa área, de maneira que possam ser compartilhados e comparados por profissionais de diferentes países. O uso da tecnologia pode melhorar a comunicação entre o médico e o paciente, fazendo-o atender e olhar o indivíduo de forma mais humana. Não tenho dúvidas de que vai gerar resultados concretos e importantes”, diz Rogéria Moreira, diretora do Instituto COI.

O incentivo à participação de pessoas que sofrem dessa enfermidade, em estudos clínicos, também foi outro ponto discutido durante o evento. “Estudo clínico é, em resumo, a pesquisa de um novo tratamento. Em alguns casos, o paciente pode ter a oportunidade de receber uma terapia mais eficaz e inovadora, que só estaria disponível comercialmente em 5 ou 10 anos, após comprovado o seu benefício”, explica Diogo Rodrigues, oncologista do COI.

Os estudos sobre imuno-oncologia também chamaram bastante a atenção do médico. “A intenção é estimular o sistema imunológico do paciente para que ele lute diretamente contra o tumor, uma vez que a quimioterapia acaba por atacar células boas e ruins, causando boa parte dos efeitos colaterais conhecidos. É uma grande evolução na qualidade do tratamento. As pesquisas mais avançadas apontam que o câncer de pulmão e o melanoma, seguidos agora pelo câncer da bexiga, têm tido respostas surpreendentes com esse método”, informa Diogo. Na sua área específica, a uro-oncologia, o médico cita estudos que indicam que a quimioterapia precoce apresenta benefícios nos casos mais agressivos do câncer de próstata metastático. “Ela é incômoda no período de tratamento, porém melhora a qualidade e aumenta a sobrevida dos pacientes a médio e longo prazos”, explica.

O avanço nas pesquisas sobre cirurgias clínicas despertou o interesse do cirurgião mastologista Rodrigo Souto. “Foi apresentado o fechamento da análise de 10 anos que aponta não haver a necessidade de intervenção para a retirada de todos os gânglios das axilas, quando há até dois deles comprometidos, no câncer de mama. A indicação sempre foi para a remoção completa, o que pode aumentar as chances de complicação cirúrgica, como dores e edema. Hoje, essa análise mais aprofundada mostra que a não retirada dos gânglios não compromete a sobrevida do paciente. Outro ponto importante discutido na minha área foi a intervenção de ligadura de trompas. Já se recomenda tirar as trompas em vez de ligá-las. Foi comprovado que 30% dos cânceres de ovário nascem na trompa e migram para o ovário. Esses dois fatos vão mudar minha prática no consultório”, diz.

Para Aline Coelho Gonçalves, oncologista do COI e do INCA, uma boa novidade foram as pesquisas sobre novas drogas no tratamento de câncer de mama. “Considero o Estudo Paloma II muito importante, pois avaliou uma droga nova chamada Palbociclib, que aumentou a sobrevida com resultados duradouros em pacientes com câncer de mama com metástases e receptores de hormônio positivos. Essa nova substância, em associação com o Letrozol, já utilizado na nossa prática, aumentou o tempo de vida de quem está em tratamento, sem progressão. O FDA já aprovou o uso nos EUA, e espero, em breve, poder utilizá-la aqui no Brasil após a aprovação pela Anvisa. Outro estudo importante foi o MA17R, que mostrou que algumas pacientes têm maior benefício com o tratamento anti-hormonal, com inibidores de aromatase por 10 anos. Portanto, o tempo de tratamento será diferenciado para cada uma: 5, 10 ou 15 anos.”

Outra droga apresentada na ASCO 2016 chama-se Abemaciclib. As pesquisas iniciais estão sendo promissoras e muito interessantes. “Em breve, o Instituto COI participará de uma investigação científica internacional sobre essa droga, que estará disponível, aqui no COI, para as pacientes que tiverem perfil para participar desse processo e que, obviamente, quiserem”, relata a médica.

A biópsia líquida – identificação através de análise de pedaços de DNA que vazam dos tumores para a corrente sanguínea, chamados de DNA tumoral circulante (ou ctDNA, na sigla em inglês), para extrair informações genéticas essenciais para a caracterização do tumor – e a seleção do melhor curso de tratamento foram, também, avanços importantes apresentados no congresso.

A principal vantagem da biópsia líquida é a viabilidade de monitorar continuamente a doença por meio de um método relativamente simples, rápido e não invasivo. “A possibilidade de apontar pacientes com risco de o tumor reaparecer e poder fazer uma seleção racional e eficaz da melhor forma de tratar cada caso muito me chamou atenção”, diz Clarissa Baldotto, oncologista do COI.

Para Fernando Meton, outra notícia relevante é em relação aos tumores gastrointestinais: “Estudos mostram que o tumor de cólon do lado direito pode ter um pior prognóstico do que o do lado esquerdo. Começamos a entender que existem alterações genéticas específicas para cada lado do intestino”, explica o médico.

Todos os anos, quando retornam da ASCO, os médicos do Americas Oncologia realizam encontros científicos para propagar os temas vistos no congresso. “Este ano, fizemos no Hospital Pró-Cardíaco, para atualizar os colegas médicos que não tiveram a oportunidade de estar em Chicago. Os principais trabalhos e novidades foram apresentados e discutidos”, conta Meton.

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Agosto: época de comemorar os Dias do Psicólogo e do Nutricionista

Nos dias 27 e 31 de agosto, são comemorados, respectivamente, os Dias do Psicólogo e do Nutricionista. São profissionais de extrema importância no tratamento oncológico e que cercam o paciente de todos os tipos de cuidado. Boas escolhas nutricionais e uma forte estrutura emocional colaboram para que o paciente e seus familiares atravessem o período de tratamento com melhor qualidade e, depois, levem os novos hábitos e ensinamentos para toda a vida.

“Ficamos muito felizes com esse reconhecimento por parte da instituição”, diz Laura de Hollanda Campos, responsável técnica de Psico-oncologia do COI. Há sete anos, ela e sua equipe coordenam atendimento individual e grupos de apoio para familiares, funcionários e pessoas em tratamento. “Passar por um câncer não é fácil nem simples para ninguém. Em geral, os pacientes individuais chegam por indicação do médico, que percebe o sofrimento. Buscar apoio psicológico ajuda muito em todo o processo”, diz Laura. O grupo familiar dá conforto principalmente ao acompanhante, pois existe um desgaste físico e emocional também da parte dele. “Tiramos dúvidas, orientamos sobre até que ponto ele pode exigir ou fazer pela pessoa em tratamento e auxiliamos a dar a força necessária para seguir em frente com seu ente querido”, conta a psicóloga.

No ano passado, foi criado na unidade da Barra o grupo Compartilhando Experiências, que realiza encontros bimestrais, de três horas de duração, para até 30 pessoas. “É um momento de troca de experiências do processo de adoecimento, sentimentos, dificuldades, superação e força. Sentamos em roda para que cada pessoa possa olhar o outro e validar suas histórias. Ter identificação e solidariedade é muito importante”, declara a psicóloga. Existem ainda o grupo Cuidando de Quem Cuida, que se encontra uma vez por mês na unidade da Barra, com o objetivo de dar suporte emocional para funcionários, enfermeiros e médicos do COI, e um atendimento na Central de Quimioterapia, onde psicólogos da equipe de Laura Campos abordam pacientes, fazem uma avaliação psicológica e avaliam se têm necessidade ou não de apoio.

A nutrição é outra questão fundamental para os pacientes em tratamento oncológico. Geralmente, quando é detectado o risco de desnutrição, eles são encaminhados por médicos ou enfermeiras para Monica Benarroz, responsável técnica pela equipe de Nutrição do COI. Isso acontece principalmente com pacientes com câncer de cabeça e pescoço, dependendo da gravidade dos efeitos adversos do tratamento. “Procuramos adequar a alimentação à realidade da pessoa. O cardápio tem que ser o mais nutritivo possível e deve ajudar a aliviar sintomas que as drogas usadas no tratamento possam provocar, como diarreia, vômito, enjoo ou gases. Nosso objetivo maior é fortalecer o sistema imunológico e evitar perdas de peso e de massa corporal, que enfraquecem e pioram a recuperação. Manter o peso contribui para o equilíbrio emocional”, explica Monica.

A equipe da nutricionista também presta apoio aos familiares. “Orientamos a não forçar ou fazer pressão e ensinamos diferentes escolhas para driblar o problema”, diz Monica. E completa: “São dietas específicas para cada um e de acordo com o tratamento ao qual está se submetendo. Buscar informações na internet muitas vezes não é seguro e eficaz. Cada pessoa é única e precisa de um acompanhamento ajustado às suas necessidades. ”

Dia Nacional do Combate ao Fumo propõe uma reflexão quanto aos perigos do cigarro

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Uma lei federal, criada em 1986, determinou que o dia 29 de agosto fosse marcado como o Dia Nacional do Combate ao Fumo. O objetivo principal é conscientizar e mobilizar a população sobre os riscos decorrentes do uso do cigarro. O tabagismo pode desencadear cerca de cinquenta problemas de saúde, entre os quais destacam-se: infarto do miocárdio, enfisema pulmonar, derrame, cânceres de pulmão, traqueia, laringe e brônquios, impotência sexual no homem, infertilidade na mulher, hipertensão e diabetes.

“Com as ações de conscientização aliadas às leis, como a que proíbe o fumo em lugares fechados, além da extinção da propaganda de cigarro e as advertências nos maços, estamos conseguindo reduzir muito a prevalência do fumante no Brasil. Mas essa redução ainda pode e deve cair mais. Por isso, a importância de chamar a atenção para essa data”, diz o pneumologista Ricardo Meirelles, médico responsável pela Clínica de Cessação do Tabagismo no Americas Oncologia.

O tabagismo deve ser entendido como uma doença. A dependência da nicotina é a mesma da droga, pois ela libera substâncias químicas que dão sensação de prazer, bem-estar, reduzem a ansiedade, modulam o humor e melhoram a concentração. “É importante lembrar que as mais de 60 substâncias encontradas na fumaça do cigarro podem causar riscos sérios ao pós-operatório, prejudicar a cicatrização e aumentar as chances de um tumor reincidir”, alerta Ricardo Meirelles. Hoje, já se sabe que, além do pulmão, outros órgãos, como boca, laringe, esôfago, pâncreas, estômago, fígado, rim, cólon, reto e colo do útero, também sofrem os danos do cigarro. “Todos esses tipos de câncer, que acometem esses órgãos, têm relação direta com o fumo”, afirma o médico.

O tratamento na Clínica de Cessação do Tabagismo do Americas Oncologia, nas unidades Barra e Botafogo, que é aberto também ao público e aos funcionários do COI, dura de quatro a seis meses. Seu objetivo principal é oferecer uma terapia de apoio aos pacientes oncológicos, pois é imprescindível que a pessoa em tratamento de câncer pare de fumar. “Na primeira consulta, é feito um histórico do paciente, que vai desde como e por que começou a fumar, o quadro das situações que levam ao hábito, níveis de depressão e ansiedade, até testes que detectam o grau da dependência química no corpo. O tabagismo é um vício complexo, por isso é muito importante compreender o papel do cigarro na vida de quem fuma. Existe a questão física, que é a compulsão. A psicológica remete à ansiedade e depressão. E a comportamental tem a ver com o hábito que leva ao fumo”, explica Ricardo Meirelles.

Passando a primeira etapa, é traçada uma estratégia de tratamento que consiste, muitas vezes, no uso de medicamentos para reduzir os sintomas da abstinência e na mudança de hábitos que levam ao cigarro, além uma boa alimentação, moderação na bebida e prática regular de atividades físicas. O remédio diminui os sintomas incômodos da abstinência e alerta ao paciente que ele é um dependente químico.

Não é fácil largar o vício, mas é possível com disciplina e vontade. O desejo intenso de fumar dura, em média, cinco minutos. Nesse tempo, é importante se ocupar. Recaídas geralmente acontecem por questões emocionais e chegam a 40% dos casos depois do primeiro ano. “Gosto de lembrar que o cigarro não resolve os problemas e ainda cria outros. Vale a pena parar de fumar”, diz Ricardo Meirelles.

“A maioria dos pacientes acredita que, uma vez com câncer, parar de fumar não vai adiantar mais. É um grande engano. Não se pode tratar da doença e ignorar o maior fator de risco, que é o tabagismo”, diz Cristina Cantarino, pneumologista, responsável pelo tratamento de tabagismo do COI Niterói. Hoje já se sabe que largar o vício melhora a qualidade de vida durante o tratamento e o prognóstico, aumentando, sim, a possibilidade de o paciente sobreviver por mais tempo.

“São aproximadamente cinco mil substâncias tóxicas presentes na fumaça do cigarro que interferem na absorção do medicamento quimioterápico. Além de aumentarem a possibilidade de complicações na cirurgia e no pós-operatório, prejudicam a cicatrização e potencializam os efeitos colaterais da quimioterapia e da radioterapia”, afirma a pneumologista.

“Atendo o paciente uma vez por semana e o tempo do tratamento depende das necessidades de cada pessoa. Nossa proposta é facilitar o processo de cessação do tabagismo para que ele evolua de forma confortável. A relação do médico com o paciente é muito importante, pois ele precisa ter a segurança de que tem alguém ao lado dele dando conforto e acreditando na sua superação. Quando os primeiros sinais de evolução começam a aparecer, como a diminuição da tosse e do cansaço e a melhora na respiração, tornam-se um grande incentivo para o paciente. Ao longo do tratamento, o indivíduo precisa estar apto a lidar com os gatilhos – que podem ser amigos, festas, lugares ou hábitos que levam a fumar – para não recair”, complementa Cristina Cantarino.

“Eu aprendi a ter atitude e a enfrentar a vida. O sofrimento é temporário, mas desistir é para sempre.”
Vanderson Gomes

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O ano de 2008 marcou a vida do paraquedista militar Vanderson Gomes. Durante um treinamento de salto, ele começou a sentir dores muito fortes de cabeça. Era um AVC (acidente vascular cerebral), que levou o jovem de 22 anos a ficar quase duas semanas internado no CTI de um hospital. No exame de tomografia, foram encontradas duas imagens suspeitas no cérebro, mas nenhum médico sabia dizer exatamente o que era. “Vivemos oito meses de luta. Meu pai me levou a diversos hospitais, vários médicos me examinaram e muitos exames foram feitos para que eles pudessem me dar uma resposta”, lembra o rapaz. Até que uma paralisia no lado esquerdo do corpo acendeu o alerta. Uma biopsia constatou glioma de baixo grau. Ali começava sua saga de superação e luta pela vida.

“Eu era muito ativo, fazia faculdade de educação física, era da equipe de atletismo, amava praticar exercícios, gostava de sair e me divertir com amigos. Isso me derrubou. Contei e conto muito com a ajuda da minha família: meu pai, mãe e irmã. Sem eles, não conseguiria”, diz Vanderson.

Foram 36 sessões de radioterapia. “Elas fizeram efeito na hora e logo voltei ao normal. Mas, quinze dias depois, eu tive uma recaída e fiquei todo paralisado de novo”, lembra. Nesse momento, Vanderson e família buscaram o COI para continuar o tratamento. O procedimento adotado foi a quimioterapia por via oral, que durou sete meses, mas sem resultado eficaz. Os tumores não respondiam bem ao tratamento. “Dois anos depois, eu ainda brigava contra os meus dois tumores cerebrais, que chegaram a medir 4,5 cm cada um. Era uma luta diária enfrentar os efeitos colaterais de todos os medicamentos que utilizava: diarreia, vômito, fraqueza e inchaço. Tive reação ao corticoide e minha pele ficou muito sensível. Para um homem vaidoso como eu, foi tudo muito doloroso. Com 24 anos, tive que me aposentar e entrei em depressão. Passei por um tempo de batalha muito intenso, não compreendia o que estava acontecendo comigo. Com a ajuda da minha família, de amigos e de uma psicóloga, eu consegui entender melhor a situação”, lembra.

A partir daí, começou uma jornada de luta para Vanderson. Uma vez por semana, ele faz voluntariado, ajudando pessoas deficientes e idosas, e buscou apoio espiritual. “Ajudar pessoas com problemas, muitas vezes mais sérios ou mais graves que os meus, fez com que eu aceitasse e compreendesse melhor o meu fardo. Assim, eu fui ficando mais forte, fazendo os tratamentos necessários e com o pensamento sempre positivo de que eu iria vencer essa batalha”, conta o jovem.

No carnaval de 2012, quando ele achava que o coração já estava fechado para o amor, conheceu sua mulher, Gislene, e, em 2014, nasceu Laís, a filha do casal. “Eu aprendi a ter atitude e a enfrentar a vida. O sofrimento é temporário, mas desistir é para sempre”, diz. Em 2015, Vanderson recebeu a notícia de que o seu tumor encontrava-se estável. Desde então, faz exame de ressonância a cada seis meses, para acompanhamento, e continua com os remédios. Como sequela, ele teve um infarto ósseo do quadril, que, em março deste ano, o levou à mesa de cirurgia e, nos próximos meses, ainda o fará passar por uma segunda intervenção. “Tenho fé que vou melhorar cada vez mais”, acredita.

Entre as caminhadas, fisioterapia e cuidados com a filha, ele faz sacolés cremosos de frutas para vender. Durante as idas ao COI, Vanderson procura dividir seu otimismo e força com quem está em tratamento. “Quando posso, falo uma ou duas palavras de incentivo e isso me faz muito bem também. Este ano, completarei oito anos de tratamento e vejo cada desafio como uma etapa cumprida. Estou só aprendendo e tudo vale a pena”, diz.

Expediente

Unidades:
Barra da Tijuca MD.X Barra Medical Center
Botafogo I Torre do Rio Sul
Botafogo II Rua da Passagem, 29
Niterói – Icaraí
Nova Iguaçu Ed. Vitality | Centro
Central de Atendimento: (21)3385-2000

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