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Maio/Junho de 2016 * Ano III * N° 3

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Combate ao Câncer de Ovário
Dia Mundial sem Tabaco
Histórias de Superação

Cuidando de quem cuida

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Em 2015, o Americas Oncologia começou um novo projeto para seus colaboradores, o “Cuidando de quem cuida”. A ideia é dar suporte emocional àqueles que lidam diretamente com o paciente oncológico.

“Há um desgaste emocional do profissional, que sempre recebe uma carga do paciente. Afinal, por mais que se evite, existe um envolvimento”, explica a coordenadora do Departamento de Psico-Oncologia do Americas Oncologia, Laura Campos. “O paciente acaba projetando o que sente em quem está próximo: o colaborador que trabalha no hospital onde ele faz o tratamento por meses ou até anos. A habilidade para entender e enfrentar as questões que surgem desse contato não se adquire na faculdade, mas na vida, no dia a dia de trabalho. Por isso, pensamos numa forma de ajudar as equipes a se sentirem acolhidas também, até porque já temos nossos próprios problemas pessoais e familiares”, afirma.

Os primeiros passos dos psicólogos foram reunir os gestores das áreas que atuam diretamente com o paciente, entre elas teleatendimento, recepção e enfermagem, para saber quais suas principais demandas; e, em seguida, ouvir os colaboradores desses setores. Então, em junho de 2015, foi realizado um encontro com cerca de 30 pessoas nas unidades de Botafogo e da Barra. “Dividir experiências entre os departamentos é muito importante. Ouvir, enxergar e entender as necessidades do colega que trabalha há anos ao nosso lado, mas com quem nunca conversamos, é fundamental, pois há diferentes formas de ver a mesma situação. O resultado foi superpositivo e notamos que todos saíram bastante satisfeitos”, conta Laura.

Outros encontros, bimestrais, aconteceram ao longo de 2015. Segundo a psicóloga, o último, em dezembro, foi um sucesso: “os colaboradores demonstraram grande interesse na continuidade em 2016, além de termos recebido solicitações de médicos e pessoal administrativo para participar”. O pedido foi atendido e o primeiro bate-papo deste ano acontece em maio, na unidade Barra. Outros quatro já estão programados e a iniciativa será expandida para as unidades de Botafogo e Niterói.

Nas próximas reuniões, serão discutidos temas como resiliência, empatia e estresse, todos pertinentes à atuação em oncologia. “Eles precisam desse momento de reflexão e cuidado” conclui Laura.

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Dia Mundial de Combate ao Câncer de Ovário: oportunidade para informar-se mais e melhor

No Brasil, estima-se que mais de 6 mil novos casos de câncer de ovário serão registrados em 2016 – em sua maioria, em mulheres a partir dos 50 anos. Embora menos frequente na população feminina, se comparado aos cânceres de mama, cólon e reto, pulmão e colo do útero, esse é o tumor ginecológico mais difícil de ser diagnosticado e com menor chance de cura. Isso porque, na maior parte dos casos, a doença está em estágio avançado quando é identificada.

Dia Mundial de Combate ao Câncer de Ovário, o 8 de maio é a oportunidade de chamar a atenção sobre o assunto. “Datas comemorativas são sempre importantes para ajudar a disseminar informações corretas, produzidas por órgãos competentes, e conscientizar e mobilizar mais pessoas”, afirma Celso Rotstein, oncologista clínico do Americas Oncologia.

O médico explica que esse é um câncer silencioso, pois os sintomas são vagos e inespecíficos, entre eles dor abdominal, sensação de inchaço no abdômen e plenitude após alimentação. “Ainda estão em estudo formas de diagnóstico precoce. Quanto ao tratamento, há apenas três anos tem sido usado no Brasil um medicamento que bloqueia a formação de novos vasos que alimentam o tumor”, diz.

Pacientes com câncer podem ou não receber vacinas contra a influenza e o subtipo H1N1?

Sim. Não só podem como devem ser vacinados. As pessoas com câncer possuem imunidade menos ativa, o que aumenta o risco de infecções não só por vírus como o H1N1, mas por bactérias, fungos e outros patógenos. A vacina é segura em qualquer paciente com baixa imunidade, inclusive naqueles que estão em tratamento oncológico.

As vacinas atualmente disponíveis no Brasil contra o vírus Influenza H1N1 (Trivalente – Que contém os vírus Influenza A H3N2, Influenza A H1N1 e Influenza B; e Quadrivalente – Que contém os vírus Influenza A H3N2, Influenza A H1N1 e Influenza B de duas linhagens diferentes) são constituídas pelo vírus morto ou o fragmento do vírus, portanto, não causam resfriado ou gripe. Apenas não são recomendadas para pessoas com alergia às proteínas do ovo e que desenvolveram alergia às vacinas em anos anteriores.

Fernando Meton, diretor médico executivo do Americas Oncologia, recomenda que, antes de realizar a vacinação, o paciente deve buscar orientação de seu oncologista sobre os benefícios e as contraindicações do uso da vacina. “Todos os pacientes com câncer devem ser orientados a respeito da vacina. Não existe contrainidicação de fazer a vacinação durante o tratamento, mas, para se alcançar os melhores resultados, deve-se vacinar antes ou após. Orienta-se também a não vacinar se o paciente tiver com febre ou for alérgico a ovo”, afirma.

Em relação à vacina de Influenza para pacientes em quimioterapia, existe a possibilidade de eles não desenvolverem os anticorpos necessários para se defender da infecção. Dependendo dos quimioterápicos e da imunossupressão apresentada, pode-se não ter uma boa resposta imune. Por esse motivo, é recomendado que familiares e cuidadores próximos também sejam vacinados, diminuindo assim a chance de contaminação. Estes pacientes devem tomar a vacina fora dos ciclos da quimioterapia, para obter melhor eficácia. Recomenda-se vacinar de 10 a 14 dias antes do início do tratamento ou três meses após o término.

Medidas preventivas:

– Lave frequentemente as mãos com bastante água e sabão ou
desinfete-as com álcool em gel;
– Cubra nariz e boca com um lenço de papel quando tossir ou espirrar, e jogue-o no lixo após o uso;
– Evite tocar os olhos, o nariz ou a boca;
– Mantenha o ambiente ventilado para a boa circulação do ar;
– Pacientes do grupo de risco para complicação – gestantes, idosos, crianças menores de 5 anos e pessoas com doenças crônicas, como o câncer – devem procurar assistência médica logo no início dos sintomas para começar o tratamento com antiviral com Oseltamivir (Tamiflu®).

Cigarro sem atrativos é mote do Dia Mundial sem Tabaco em 2016

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Incentivar os governos a adotar regulamentações que restrinjam ou proíbam o uso de atrativos nas embalagens de cigarro, além de padronizá-las, é o mote da campanha 2016 da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o 31 de maio, Dia Mundial sem Tabaco. A Austrália (desde 2012), o Reino Unido e a França (ambos este ano) já aprovaram leis com esse objetivo.

Essa medida propõe que as embalagens dos produtos de tabaco passem a ser iguais, seguindo um padrão definido pelo governo – que determina forma, tamanho, modo de abertura, cor e tipo de letra, mantendo como diferencial apenas o nome da marca. Ficam de fora também os logotipos, design e textos promocionais. As advertências sanitárias sobre os malefícios do tabagismo, exigidas pelo Ministério da Saúde, e o selo da Receita Federal continuam.

Segundo a OMS, quase 6 milhões de pessoas morrem por ano em decorrência do fumo, sendo que 600 mil são fumantes passivos. Se nenhuma atitude for tomada pelos governantes, a estimativa é que, a partir de 2030, mais de 8 milhões de pessoas morram todos os anos por causa do tabaco.

“Sou francamente favorável. As embalagens têm um apelo visual muito forte, em especial para crianças e adolescentes”, diz Cristina Cantarino, pneumologista responsável pelo tratamento contra tabagismo na unidade de Niterói do Americas Oncologia. Segundo ela, o sistema nervoso central só está maduro aos 20 anos. Quanto mais cedo começar a dependência, mais difícil é o processo de cura. “Temos que combater as atrativas para os jovens, afinal o tabaco é a principal causa de morte evitável no mundo”, reforça.

Ajudar os pacientes a largar o vício com conforto, promovendo a saúde e a qualidade de vida, é o trabalho da pneumologista. O tratamento consiste em encontros semanais, quando são treinadas habilidades para vencer a fissura, uma sensação que dura, em média, cinco minutos. “Se a pessoa consegue passar por uma, vai ficando mais fácil vencer as seguintes, até que ela não sinta mais necessidade do cigarro.” Uma das dicas para tirar a vontade de fumar é manter sempre por perto frutas e legumes cortados para beliscar. “Tudo que é gelado, não alcoólico, ajuda bastante nessa fase”, ensina a médica.

Segundo ela, são três os pilares da dependência: a química (nicotina), que conta com o auxílio de medicamentos; a psicológica, que requer entender e lidar com as emoções que levam à busca pelo cigarro; e a comportamental, que envolve as atividades associadas ao fumo.
Atualmente, no Brasil, a Terapia de Reposição de Nicotina – através de adesivo transdérmico, goma de mascar ou pastilha – e medicamentos sem nicotina, como a Bupropiona e a Vareniclina, são utilizados no tratamento do tabagismo, pois possuem comprovação científica.
Sempre há benefício em parar de fumar. Desde uma rápida melhora no olfato, no paladar e na respiração até a redução gradual do risco em desenvolver doenças como infarto agudo do miocárdio e câncer. Mesmo os pacientes que já se encontram com doenças crônicas – como câncer ou enfisema pulmonar – melhoram muito sua qualidade de vida quando deixam de fumar.

Através de sua Clínica de Cessação do Tabagismo, o Americas Oncologia oferece tratamento para todos os fumantes que desejam largar esse vício. Ministradas por uma equipe multidisciplinar (médico, psicóloga e nutricionista), as seções podem ser individuais ou em grupo de apoio, dependendo de uma avaliação prévia. O programa é extensivo para pessoas físicas e jurídicas (empresas).

5 passos para parar de fumar

1) Conscientize-se
O primeiro passo para parar de fumar é ter a consciência de que o tabaco é uma substância nociva e que deve ser evitada em qualquer momento da vida, seja no início do tabagismo ou quando a dependência já estiver em estágio avançado.

2) Procure tratamento
O segundo passo é reconhecer o tabagismo como uma doença que tem tratamento. A nicotina, presente em derivados do tabaco, causa dependência física, e o tratamento consiste em conhecer o grau dessa dependência e o papel do cigarro na vida do fumante.

3) Peça apoio
A família e os amigos devem entender que o paciente não fuma porque quer, mas porque precisa. Assim, o apoio das pessoas mais próximas é fundamental, de modo a evitar situações de estresse e ansiedade que deixem o fumante em tratamento com ainda mais vontade de fumar.

4) Trace um plano de ação
Uma das dicas básicas é: deixe a fissura passar. Em geral, o desejo mais forte de fumar passa em até cinco minutos. Conseguir vencer esse tempo inicial, é um grande passo para alcançar o objetivo. O ideal é ocupá-lo com outras atividades que distraiam a cabeça. Além disso, o uso de medicamentos pode ajudar, pois reduz a intensidade da fissura.

5) Não use outros tipos de fumo
A dependência química é uma doença crônica. Após conseguir parar de fumar, a única forma de manter-se longe dela é não usar produtos que contenham nicotina. Por isso, outras formas de fumo, como cigarrilha, charuto, cachimbo, narguilé, cigarro de tabaco natural e até mesmo o cigarro eletrônico, estão terminantemente proibidas.

“Sou organizado até com as minhas emoções. Isso me ajudou.”
Orlando Ferreira Lemos Júnior

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“Aos 75 anos de vida saudável, sem fumo, álcool e drogas, e após mais de 30 anos de monitoração cardiológica e urológica, recebi o ataque do inimigo: câncer na próstata. Silencioso, agressivo e perturbador.” Resume, assim, o físico aposentado Orlando Ferreira Lemos Júnior, a sensação que teve quando recebeu o diagnóstico da doença, em maio de 2015.

Depois de uma peregrinação por médicos e laboratórios para exames e confirmação do resultado, Orlando constatou que não havia metástase. “Foi um grande alívio”, lembra. Sob as orientações de um urologista, um oncologista e um radioterapeuta, em dezembro do mesmo ano ele começou o tratamento no COI: 39 sessões de radioterapia que duraram quase três meses. “Sob a moderna máquina TrueBeam, eu ficava deitado, imaginem, à sombra de uma bela e agradável cerejeira em flor”, diz ele, sobre o painel que encobre o teto da sala. “Só faltava um fundo musical new age para dormir e sonhar nos dois minutos de cada sessão.”

Sempre confiante, Orlando credita a forma como lidou com a doença à sua calma e à família. “Sou organizado até com minhas emoções e isso me ajudou. Ter uma filha enfermeira, sempre atenta a todo o processo, também me deixou mais tranquilo”, conta o físico, casado há 53 anos e pai de três filhos.

Segundo ele, “o ambiente acolhedor do COI e a equipe gentil – desde a portaria e a recepção, até as enfermeiras, técnicos do acelerador, físicos e médicos – fazem com que o paciente se sinta mais participante do tratamento, que é humano e individualizado.” E completa: “após duas semanas eu não me sentia mais como paciente, mas, sim, como parte daquele grupo amigável. A força dos demais pacientes que encontrávamos todos os dias – uns no começo da terapia, outros já recebendo alta – também fez toda a diferença.”

Concluída as sessões, os exames de laboratório para monitoração mostraram reduções significativas nos níveis de PSA e de testosterona. Começa agora a manutenção, com novos exames previstos para julho. “É uma fase essencial para a vitória final, que esta cada vez mais próxima. Seremos vencedores: os médicos, os familiares, os amigos e todos do Americas Oncologia que lutaram ao meu lado, desde o inicio”, conclui Orlando, animado.

COI marca presença em evento da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, em Cancun

Gisele Marinho, oncologista clínica do COI e membro do Grupo de Estudos em Tumores Geniturinários da instituição, participou, pelo segundo ano, da Atualização em Câncer Geniturinário (Update in Genitourinary Cancer) promovida pela Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO). A terceira edição do simpósio latino-americano foi realizada de 7 a 9 de abril em Cancun, no México, e recebeu renomados especialistas nacionais e internacionais para discutir os avanços na área.

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“Podemos destacar estudos sobre medicamentos mais modernos em imunoterapia para câncer de bexiga e rim, que podem tornar-se opção terapêutica, além de quimioterapia para essas patologias. Vimos ainda novidades no tratamento hormonal para os tumores de próstata avançados ou metastáticos”, revela a médica. “Trocar e compartilhar conhecimentos é sempre importante”, diz. Outro oncologista do COI, Décio Lerner, também esteve presente ao evento.

Expediente

Unidades:
Barra da Tijuca MD.X Barra Medical Center
Botafogo I Torre do Rio Sul
Botafogo II Rua da Passagem, 29
Niterói – Icaraí
Nova Iguaçu Ed. Vitality | Centro
Central de Atendimento: (21)3385-2000

Boas Novas
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