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Transplante de Medula Óssea

Transplante de Medula Óssea Americas Oncologia

Formas de transplante de medula óssea

O transplante autólogo é aquele em que as células progenitoras provém do próprio paciente.

O transplante alogênico é aquele que envolve a infusão de células de um doador para um paciente receptor. Pode ser:

  1. Alogênico aparentado ou não-aparentado: as células progenitoras provém de um doador irmão co-sanguíneo ou de um desconhecido previamente selecionado por testes de compatibilidade, principalmente o HLA (antígeno de histocompatibilidade leucocitária) normalmente identificado entre os familiares ou em bancos de medula óssea. Os bancos de medula óssea podem ter cadastrados doadores adultos ou cordão umbilical.
  2. Singênico: as células progenitoras provém de gêmeos idênticos (univitelinos).
  3. Haploidêntico: a técnica consiste em manipular as células de um doador parcialmente compatível, de modo a fazer com que sejam toleradas pelo organismo do receptor.

Particularidades do transplante

Como é o transplante para o doador?

Antes da doação, o doador faz um exame clínico para confirmar o seu bom estado de saúde. Não há exigência quanto à mudança de hábitos de vida, trabalho ou alimentação. A doação de medula óssea classicamente é feita por meio de um procedimento, de aproximadamente 90 minutos, em que são realizadas múltiplas punções com agulhas nos ossos posteriores da bacia com retirada do produto através de aspiração. Retira-se um volume de medula do doador de, no máximo, 10% do seu peso, de 10 a 15 ml/kg de peso do receptor. Esta retirada não causa qualquer comprometimento à saúde do doador. A retirada das células progenitoras pode ser realizada também através de leucaférese, conforme explicado acima.

Como é o transplante para paciente?

Depois de se submeter a um tratamento que reduz drasticamente a produção normal de sangue, o paciente recebe as células progenitoras transfundidas para a corrente sangüínea. As células progenitoras, uma vez na corrente sangüínea, circulam e vão se alojar na medula óssea e voltam a se proliferar. Durante o período em que estas células ainda não são capazes de produzir glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas em quantidade suficiente para manter as taxas dentro da normalidade, o paciente fica mais exposto a episódios infecciosos e hemorrágicos. Por esta razão, deve ser mantido preferencialmente internado e em regime de isolamento. Cuidados com a dieta e a higiene são necessários. Apesar dos cuidados, as infecções são quase sempre presentes no paciente submetido ao transplante de medula óssea. Após a recuperação da medula, o paciente continua a receber tratamento em regime ambulatorial, sendo necessário, por vezes, o comparecimento diário ao hospital.

Quais os riscos para o paciente?

A boa evolução durante o transplante depende de vários fatores: estádio da doença, precocidade do diagnóstico, estado geral do paciente, boas condições nutricionais e clínicas. Os principais riscos logo após o transplante estão relacionados às infecções e às drogas quimioterápicas utilizados no condicionamento pré-transplante. Nos transplantes alogênicos, com a recuperação da medula, as novas células crescem com uma nova “memória” e, por serem células da defesa do organismo, podem reconhecer órgãos e tecidos do indivíduo como estranhos. Esta complicação, chamada de doença do enxerto contra hospedeiro, é relativamente comum, de intensidade variável e pode ser controlada, na maioria dos casos, com medicamentos adequados.

Quais os riscos para o doador?

O transplante convencional, onde há aspiração da medula óssea, é um procedimento cirúrgico que necessita de anestesia geral, sendo retirada do doador a quantidade de células progenitoras da medula óssea em um volume necessário ao paciente: 10 a 15 ml/kg. Esse procedimento tem duração de aproximadamente 90 minutos e consiste de punções na região pélvica posterior para aspiração da medula. Dentro de duas semanas, a medula óssea do doador estará inteiramente recuperada. Uma avaliação pré-operatória detalhada avalia as condições clínicas e cardiovasculares do doador com o objetivo de orientar a equipe anestésica envolvida no procedimento operatório. Na coleta de célula progenitora do sangue periférico, os riscos estão associados à utilização de fator de crescimento (G-CSF) e ao procedimento de aférese. Em relação ao uso de G-CSF, pode haver dor óssea, febre baixa e em casos raros aumento do fígado e baço. Em relação ao procedimento de aférese, deve haver controle clínico e metabólico rigoroso durante o procedimento, seguido durante todo o tempo pelo médico.

O que é compatibilidade?

Para que se realize um transplante de medula alôgenico é necessário que haja compatibilidade entre o doador e o receptor. Esta compatibilidade é determinada por um conjunto de genes localizados no cromossomo 6. Esta análise é realizada em testes laboratoriais específicos, a partir de amostras de sangue do doador e receptor, chamados de exames de histocompatibilidade. A probabilidade de um indivíduo encontrar um doador ideal entre irmãos (mesmo pai e mesma mãe) é de 25%. A probabilidade entre o paciente e o pai ou a mãe é inferior a 5%. Devido à grande miscigenação de raças no Brasil, a probabilidade do encontro de um doador em bancos de medula estima-se que seja 1/300.000 em doadores brasileiros, e esse número é muito inferior nos bancos de medula óssea internacionais.

No caso da necessidade de um transplante alogênico, o que fazer quando não há um irmão doador compatível?

Quando não há um doador aparentado (um irmão), a solução é procurar um doador compatível entre os grupos étnicos semelhantes (brancos, negros, amarelos etc). Embora, no caso do Brasil, a mistura de raças dificulte a localização de doadores nos registros internacionais, é possível encontrá-los em outros países. Desta forma, surgiram os primeiros Bancos de Doadores de Medula, em que voluntários de todo o mundo colhem sangue, fazem o teste de compatibilidade e são cadastrados nestes bancos. Quando encontrados os doadores, estes são consultados e se estiverem aptos e de acordo, colhem as células progenitoras. Essas células são remetidas ao centro cadastrado que fará o transplante do paciente. Hoje, já existem mais de 5 milhões de doadores. O Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME) coordena a pesquisa de doadores nos bancos brasileiros e estrangeiros. O centro que trata o paciente inscreve o seu paciente no Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea (REREME), e a partir daí a busca se dá periodicamente até o encontro do doador compatível.

Transplante no Americas Oncologia

Apenas instituições credenciadas e autorizadas pelo Ministério da Saúde podem realizar transplantes de medula óssea. No Rio de Janeiro, os transplantes alogênicos, ou seja, aqueles que envolvem a infusão de células progenitoras hematopoéticas de um doador para o paciente, são feitos em instituições públicas, como o Instituto Nacional de Câncer e o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e também em instituição privada, especificamente no Complexo Hospitalar de Niterói (CHN). Entretanto, para o transplante autólogo, além dos hospitais públicos já citados, outros hospitais privados também estão devidamente autorizados pelo Ministério da Saúde.

O serviço de transplante de medula óssea do COI está sob a responsabilidade do Dr. Ricardo Bigni e sua equipe, que realizam transplantes autólogos e alogênicos, aparentados e não aparentados. Todos os pacientes com potencial indicação de transplante são avaliados e preparados para os procedimentos ambulatorialmente, em uma das unidades da clínica. A realização dos transplantes ocorre por meio de internação no CHN ou em outra instituição privada, de acordo com orientação do seu seguro ou plano de saúde. Futuramente teremos também a realização de transplantes autólogos no Americas Medical City, sob coordenação também da equipe do COI.

Desde maio de 2008, o transplante autólogo de medula óssea figura entre os procedimentos a serem cobertos pelas seguradoras e os planos de saúde, e, desde 2010, houve também a inclusão da cobertura para transplantes alogênicos.

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